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Novo golpe do PIX: cuidado para não cair nessa armadilha que já afeta milhares

Evite prejuízos com o novo golpe do Pix no Kwai. Entenda como funciona e saiba como se proteger. Leia agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Na imagem, logo do Pix e um golpista invadindo computador enquanto fala ao telefone.

A era digital trouxe facilidades, mas também novas armadilhas. Entre elas, um golpe sofisticado tem ganhado força nas redes sociais, especialmente no aplicativo de vídeos curtos Kwai.

O esquema promete recompensas financeiras e utiliza recursos de inteligência artificial para parecer legítimo, mas tudo não passa de uma fraude via Pix que já afetou milhares de brasileiros, em especial os mais vulneráveis.

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Como funciona o novo golpe do Pix no Kwai?

Golpe
Imagem: Canva

Esquema começa com vídeos atraentes

Os golpistas utilizam o Kwai para veicular vídeos chamativos, muitas vezes com rostos de celebridades ou influenciadores — imagens que são, na verdade, deepfakes.

Com vozes convincentes, essas figuras anunciam supostos pagamentos por engajamento, visualizações ou até indenizações relacionadas ao uso do aplicativo.

“Você tem direito a receber até R$ 1.500 pelo uso do Kwai. Para liberar o valor, faça o Pix de verificação de apenas R$ 9,90.”

Esse é o tipo de mensagem que aparece nos vídeos.

Pedido de Pix para liberar o “bônus”

Após convencer a vítima de que ela tem valores a receber, o vídeo ou link redireciona para um site falso — com aparência semelhante a páginas oficiais do gov.br, Receita Federal ou até mesmo do próprio Kwai. O site solicita um pagamento via Pix, que seria necessário para “verificar a identidade” ou “pagar um imposto”.

Golpe disfarçado de oportunidade

Apesar de parecer um processo simples e de baixo custo, o dinheiro do Pix não retorna. Pior: os golpistas ainda coletam dados pessoais da vítima — como CPF, número de celular, endereço e nome completo — o que pode abrir portas para fraudes futuras, como empréstimos em seu nome ou uso indevido do CPF.

Quem são os principais alvos?

O golpe tem como público-alvo preferencial idosos, pessoas com pouca familiaridade digital e usuários de baixa renda. Esses grupos representam uma parcela significativa da base de usuários do Kwai no Brasil.

Além disso, a promessa de dinheiro fácil e rápido é altamente sedutora para quem já está em situação de vulnerabilidade social, o que torna o golpe ainda mais eficiente para os criminosos.

Quais os riscos do golpe do Pix?

Prejuízo financeiro direto

A vítima perde o valor pago via Pix — normalmente entre R$ 9,90 e R$ 39,90 — e esse valor pode ser multiplicado, caso a pessoa seja induzida a realizar mais de um pagamento sob pretextos diferentes.

Roubo de dados pessoais

Os sites fraudulentos frequentemente solicitam dados sensíveis. Com essas informações, os golpistas podem abrir contas bancárias, fazer compras online ou contrair empréstimos em nome da vítima.

Dificuldade de rastreamento

Os criminosos utilizam intermediários de pagamento e contas de terceiros — os chamados “laranjas” — para receber os valores, dificultando a identificação dos verdadeiros responsáveis.

Como se proteger de golpes no Kwai e em outras redes?

Desconfie de promessas fáceis

  • Nenhuma plataforma oficial exige pagamento via Pix para liberar recompensas.
  • Qualquer proposta de dinheiro fácil ou indenização imediata merece atenção redobrada.

Fique atento aos sinais de fraude

  • Verifique a URL dos sites acessados.
  • Fuja de mensagens com erros de português ou que não apresentam respaldo institucional.
  • Cuidado com vídeos que citam nomes de programas oficiais do governo sem comprovação.

Não forneça dados pessoais

Evite informar CPF, número do celular, RG ou endereço em sites não verificados. Mesmo em páginas que parecem legítimas, confira se o endereço digital está certificado (cadeado ao lado da URL) e se pertence ao domínio oficial da empresa ou órgão.

O que fazer se já caiu no golpe do Pix?

1. Aja rapidamente

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Entre em contato com o seu banco ou instituição financeira e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Esse sistema permite que o valor transferido via Pix seja bloqueado e devolvido ao cliente, caso ainda esteja disponível na conta de destino.

2. Registre um boletim de ocorrência

Vá até uma delegacia — física ou virtual — e apresente todas as provas: prints de tela, recibos de Pix, links recebidos e conversas com o suposto golpista.

3. Denuncie o conteúdo falso

No Kwai e em outras redes sociais, é possível denunciar vídeos fraudulentos diretamente na plataforma. Quanto mais denúncias, maiores as chances de remoção rápida do conteúdo e desarticulação da rede criminosa.

4. Monitore seus dados

Após o golpe, é recomendável consultar seu CPF em plataformas de proteção de crédito, como Serasa ou Boa Vista, para verificar se há uso indevido.

Como denunciar o golpe do Pix?

Você pode denunciar esse tipo de golpe pelos seguintes canais:

  • Plataforma Reclame Aqui – Caso envolva nomes de empresas ou apps.
  • Polícia Civil – Boletins de ocorrência virtuais estão disponíveis em muitos estados.
  • Banco Central – Para relatar problemas com transferências via Pix.
  • Procon – Se sentir-se lesado por anúncios patrocinados fraudulentos.

Papel do Kwai e de outras plataformas

Mão segurando celular que mostra logo do Kwai e pessoas ao fundo
Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

O Kwai, assim como outras redes sociais, tem a responsabilidade de monitorar anúncios e conteúdos suspeitos. No entanto, como muitos vídeos são impulsionados de forma paga, nem sempre o sistema de moderação consegue agir a tempo.

É essencial que usuários denunciem e alertem outros internautas, criando uma rede de proteção baseada na informação.

Conscientização é a melhor defesa

Vivemos em um cenário onde a tecnologia evolui rapidamente — e os golpes também. Por isso, informar-se, desconfiar de propostas milagrosas e agir com cautela são as melhores formas de proteção.

Imagem: chingyunsong / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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