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Golpe do Pix: Idosos perdem 16x mais que jovens! Saiba como se proteger

Pesquisa revela que o prejuízo dos idosos com golpes via pix é 16 vezes maior que o de jovens. Conheça as estatísticas e os tipos de golpes!

MarinaPor Marina6 min de leitura
Golpes no Pix

A popularização do sistema de pagamento instantâneo Pix, criado pelo Banco Central em 2020, trouxe conveniência e agilidade para transações financeiras no Brasil. Porém, esse meio de pagamento também abriu portas para um crescimento alarmante de golpes digitais. Um estudo recente da Silverguard, empresa especializada em proteção financeira digital, revelou que o prejuízo causado por fraudes com o Pix é significativamente mais alto entre os idosos, com perdas médias 16 vezes maiores do que as registradas por jovens.

A gravidade dos golpes com Pix

Imagem: Grustock / Shutterstock.com

O levantamento, que analisou dados do Banco Central e 5.000 denúncias feitas por vítimas à plataforma Central SOS Golpe, destaca um dado alarmante: a média de prejuízo das vítimas de golpes com Pix é de R$ 2.100. No entanto, entre os idosos (com mais de 60 anos), esse valor atinge uma média de R$ 4.200. Esse número é quatro vezes maior que o prejuízo médio das vítimas de 18 a 24 anos e 16 vezes maior que os danos causados aos menores de 18 anos.

A pesquisa, que abrange o período de janeiro a junho de 2024, também aponta que as perdas financeiras variam conforme a classe social. Entre as classes AB, a média de prejuízo é de R$ 6.300, enquanto para as classes C e DE o valor médio diminui para R$ 3.500 e R$ 1.500, respectivamente.

O perfil das vítimas

Os idosos, em particular, têm sido alvos de golpes de engenharia social cada vez mais sofisticados. Segundo o estudo, 69% das vítimas acima de 60 anos foram abordadas inicialmente pelo WhatsApp, um dos canais preferidos pelos criminosos. As modalidades de golpe mais frequentes incluem:

  • Impostor pedindo dinheiro emprestado e/ou ajuda (48%): Golpistas se passam por familiares ou amigos e pedem transferências urgentes.
  • Compra de produtos ou serviços de lojas/perfis falsos (18%): Falsos anúncios de produtos tentam enganar o consumidor, que realiza pagamentos via Pix.
  • Golpe da falsa central de atendimento do banco (7%): Falsos representantes de bancos tentam convencer as vítimas a realizar transferências falsas.

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O impacto emocional e financeiro

Além do prejuízo financeiro, as vítimas mais velhas enfrentam desafios adicionais. Marcia Netto, fundadora da Silverguard, explica que a perda de dinheiro em um golpe é particularmente devastadora para os idosos. “Muitos têm uma renda fixa limitada, já comprometida com outros gastos, e ainda enfrentam o trauma emocional de cair em um golpe onde, na maioria das vezes, o fraudador se passava por um familiar pedindo dinheiro emprestado.”

De acordo com a pesquisa, idosos que se veem vítimas de fraudes sentem-se particularmente desprotegidos, já que não têm a mesma familiaridade com as tecnologias digitais e os novos métodos de fraude.

A predominância de fraudes do tipo APP (Authorised Push Payment)

O estudo da Silverguard também revelou que 97% das fraudes ocorridas com o uso do Pix são do tipo APP (Authorised Push Payment Fraud). Nesse tipo de golpe, o usuário, enganado por um golpista, acaba autorizando o pagamento diretamente ao fraudador, sem perceber que está sendo vítima de uma fraude. As táticas utilizadas pelos criminosos incluem farsa em mensagens de texto, chamadas telefônicas, e-mails ou até mesmo sites falsos que imitam instituições financeiras legítimas.

Esses golpes são frequentemente classificados como fraudes de engenharia social, ou seja, em vez de utilizar técnicas invasivas de hacking, os criminosos manipulam emocionalmente a vítima até que ela realize a transferência sem perceber o risco.

O papel do MED no combate às fraudes

Em resposta ao aumento das fraudes digitais, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta que permite solicitar a devolução de valores quando há comprovação de fraude em uma transação via Pix. No entanto, apesar de já ter sido implementado desde 2021, o MED ainda é pouco conhecido pelas vítimas. Segundo a pesquisa da Silverguard, 68% das vítimas de golpe nunca haviam ouvido falar do MED.

O sistema de devolução, embora útil, apresenta limitações. Atualmente, o MED só permite o bloqueio da primeira conta para a qual o valor foi transferido, o que dificulta a recuperação total do valor em casos de golpes que envolvem múltiplas contas de destino. A expectativa é que, até o final de 2025, o MED 2.0 seja lançado, com mais recursos para rastrear e recuperar os valores envolvidos.

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Medidas para aumentar a segurança do Pix

Com o aumento das fraudes, o Banco Central tem implementado algumas medidas para tornar o Pix mais seguro. Uma dessas medidas envolve a limitação de valores por transações realizadas a partir de celulares ou computadores novos. Quando o usuário troca de aparelho, as transações ficam limitadas a R$ 200 por operação, com um teto de R$ 1.000 por dia, até que o novo dispositivo seja cadastrado no banco. Essa medida busca proteger os usuários contra golpes envolvendo dispositivos clonados ou invadidos.

Além disso, os bancos e outras instituições financeiras também estão investindo em campanhas educativas para alertar sobre os riscos de fraudes e ensinar os usuários a reconhecer tentativas de golpe.

O impacto dos golpes com Pix no Brasil

Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Os golpes financeiros no Brasil, em especial os realizados com o uso do Pix, têm gerado um impacto econômico significativo. De acordo com uma pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os brasileiros perderam aproximadamente R$ 25,5 bilhões com fraudes envolvendo Pix e boletos falsos nos últimos 12 meses. Isso representa uma ameaça crescente para a segurança financeira da população, especialmente em um contexto de digitalização de pagamentos.

O futuro do Pix e a luta contra os golpistas

Apesar dos esforços para aumentar a segurança e a conscientização, o Pix continua sendo um alvo atraente para golpistas, especialmente com o avanço das fraudes de engenharia social. Para proteger os consumidores, é fundamental que o sistema evolua e que os usuários estejam cada vez mais atentos aos sinais de golpes.

O Banco Central tem demonstrado comprometimento em melhorar o sistema com inovações como o MED 2.0 e a implementação de novas medidas de segurança, mas a colaboração de todos – desde as instituições financeiras até os usuários – será essencial para garantir que o Pix continue sendo uma ferramenta segura e eficiente para a população brasileira.

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