Uma nova ameaça digital está preocupando usuários de smartphones Android ao redor do mundo. Conhecido como “golpe do rato”, o esquema utiliza uma sofisticada técnica de phishing por SMS — o chamado smishing — para invadir aparelhos, roubar dados bancários e informações de cartões de crédito.
‘Golpe do rato’ invade Androids e rouba dados de cartões, entenda!
Golpe ‘Magic Cat’ ataca celulares Android via SMS e rouba dados de cartões; saiba como funciona e se proteger.
A fraude já teria comprometido pelo menos 884 mil dados em sete meses, segundo pesquisas recentes.
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O que é o golpe do rato?

O golpe, batizado de Magic Cat, começou a ganhar força em dezembro de 2023, quando usuários começaram a receber mensagens falsas informando sobre encomendas supostamente aguardando em agências dos Correios ou outras transportadoras. Essas mensagens se apresentam como confiáveis, usando marcas conhecidas para induzir o usuário a clicar em links maliciosos.
Esse tipo de ataque, conhecido como smishing, é uma variante do phishing, mas que acontece via SMS, explorando a confiança do usuário em mensagens recebidas diretamente no celular.
“Essas mensagens têm uma coisa em comum: elas se passam por uma marca na qual confiamos para criar um contexto confiável para solicitar algum tipo de informação pessoal, enganando-nos e fazendo-nos fornecer nossas informações intencionalmente”, explica o relatório da empresa norueguesa Mnemonic, especializada em segurança digital.
Como funciona o golpe?
O esquema inicia com o envio massivo de SMS falsos que direcionam a vítima para sites fraudulentos. Nesses sites, o usuário é induzido a fornecer dados sensíveis como números de cartão de crédito, senhas e outras informações bancárias. A partir daí, os criminosos conseguem acessar as contas das vítimas e realizar transações ilícitas.
Além do roubo direto de dados, o software malicioso instalado pode registrar as atividades do aparelho e se espalhar para outras vítimas. O golpe se utiliza da engenharia social para parecer legítimo e explorar a falta de atenção dos usuários.
A identidade por trás do Magic Cat
Após uma investigação detalhada, pesquisadores da Mnemonic identificaram o responsável pelo golpe: um criminoso que atende pelo pseudônimo Darcula. O nome apareceu associado a um banco de dados com informações das vítimas e detalhes técnicos do software fraudulento.
As buscas foram aprofundadas em plataformas usadas por criminosos, como o Telegram — conhecido por ser um “porto seguro” para atividades ilegais devido ao seu sistema de mensagens criptografadas. No Telegram, a equipe encontrou um grupo chinês controlado por Darcula, onde eram compartilhados inventários de telefones roubados, cartões SIM, modems, servidores e outros equipamentos usados para facilitar o golpe.
Surpreendentemente, também havia instruções de instalação do próprio software de phishing. Seguindo as orientações, os pesquisadores conseguiram instalar uma cópia do Magic Cat, comprovando a técnica usada contra os usuários.
Impactos e dimensão da fraude
O Magic Cat não é apenas um golpe isolado: ele representa um risco crescente à segurança digital dos brasileiros e do mundo, principalmente porque explora uma vulnerabilidade comum — a confiança nas mensagens recebidas via SMS.
Com pelo menos 884 mil dados de cartões comprometidos em sete meses, o impacto financeiro pode ser enorme, afetando tanto consumidores quanto instituições financeiras.
Além do prejuízo financeiro, esse tipo de golpe pode levar à exposição de informações pessoais, abertura de contas falsas, fraudes em nome das vítimas e danos à reputação.
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Como se proteger do golpe do rato
Para evitar cair nesse tipo de armadilha, especialistas recomendam algumas práticas básicas de segurança digital:
- Desconfie de mensagens inesperadas: nunca clique em links de SMS que prometem encomendas, prêmios ou cobranças urgentes sem confirmação prévia.
- Verifique o remetente: confirme o número e a autenticidade do contato. Empresas confiáveis geralmente possuem canais oficiais.
- Não forneça dados pessoais por SMS: bancos e empresas sérias jamais solicitam informações confidenciais via mensagem de texto.
- Mantenha o sistema do celular atualizado: atualizações de segurança corrigem vulnerabilidades que podem ser exploradas por malwares.
- Use antivírus confiável: aplicativos de segurança ajudam a detectar e bloquear ameaças.
- Ative autenticação em duas etapas: um segundo fator de segurança dificulta o acesso de criminosos mesmo que tenham a senha.
- Monitore extratos bancários: faça verificações frequentes para identificar qualquer movimentação suspeita.
O papel das autoridades e empresas de segurança

Empresas como a Mnemonic e órgãos governamentais de segurança trabalham continuamente para identificar novas ameaças e educar a população sobre riscos digitais.
O combate a esse tipo de crime exige cooperação internacional e ações conjuntas, já que as redes criminosas atuam globalmente, utilizando plataformas como o Telegram para comunicação e comercialização de dados roubados.
Além disso, é fundamental que as operadoras de telefonia e desenvolvedores de sistemas adotem medidas para filtrar mensagens fraudulentas e proteger os usuários.
Com informações de: Olhar Digital
