Nos últimos dias, estão circulando vídeos e publicações em redes sociais falando sobre um suposto recall do cartão de crédito. Através dele, o consumidor teria direito a receber um valor do governo, mas será que é verdade?
Não, não é! Essa é só mais uma das mentiras que golpistas inventaram para roubarem dados sensíveis e dinheiro das suas vítimas. De acordo com o Banco Central, não existe nenhuma orientação do órgão ou do governo para “devolver” valores à população.
Por isso, é preciso ficar atento às mensagens e vídeos que chegam pelas redes sociais, principalmente, aplicativos de mensagens. Em caso de dúvida, ligue para seu banco ou operadora de cartão.
Como funciona o golpe do recall do cartão de crédito?
Existem duas formas do golpe do recall do cartão de crédito, uma delas diz que os usuários de cartão de crédito entre 2019 e 2022 têm direito a receber de volta uma parte do valor gasto. Outra diz que o governo está devolvendo impostos cobrados indevidamente dos cartões.
Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: enganar a vítima. Em um vídeo sobre o assunto, o Banco Central afirma que tais operações não existem e que são golpes criados por criminosos que querem roubar informações.
Portanto, junto com a mensagem ou vídeo, há um link para conseguir resgatar o dinheiro. Ao clicar nesse link, é pedido que a vítima insira vários dados pessoais como nome, CPF e até número da conta.
Assim, os criminosos por trás do golpe do recall do cartão de crédito conseguem informações suficientes para roubar a identidade de alguém ou acessar sua conta bancária.
Em algumas situações, os bandidos podem pedir um PIX para liberar o suposto valor. Contudo, quem fizer a transação corre o risco de perder o dinheiro transferido.
Como se proteger?
Para se proteger do golpe do recall do cartão de crédito e de muitos outros, a melhor dica é nunca passar informações pessoais e bancárias para contatos e sites desconhecidos. Da mesma forma, evite acessar links recebidos por mensagens.
Caso tenha caído em algum golpe , avise imediatamente ao seu banco e à polícia.
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