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Novo golpe no WhatsApp pode limpar a conta bancária de usuários

Um novo golpe no WhatsApp usa o compartilhamento de tela para roubar dinheiro e dados pessoais. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
WhatsApp golpe

Um golpe cada vez mais sofisticado vem sendo disseminado entre usuários do WhatsApp, aproveitando a função de compartilhamento de tela introduzida em 2023. Segundo a empresa de cibersegurança ESET, criminosos têm utilizado esta ferramenta para roubar dinheiro e dados pessoais, causando perdas significativas. Casos graves, como o de uma vítima em Hong Kong que teve R$ 3,69 milhões subtraídos, mostram a dimensão do problema.

Como funciona o golpe do compartilhamento de tela

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O esquema inicia geralmente com uma chamada de vídeo inesperada de um número desconhecido. O golpista se apresenta como funcionário de banco, suporte da Meta ou outro serviço confiável, criando uma situação de pânico psicológico. Mensagens alarmantes, como supostas transferências não autorizadas ou contas comprometidas, levam a vítima a compartilhar sua tela.

O criminoso, então, consegue acesso direto a senhas, dados bancários e até autenticação de dois fatores. Em alguns casos, o golpe envolve a instalação de softwares de controle remoto, como AnyDesk ou TeamViewer, facilitando o roubo completo das informações e o esvaziamento da conta.

Engenharia social como arma principal

O golpe é fundamentado na engenharia social, técnica que manipula comportamentos e emoções humanas. Três elementos são explorados:

  • Confiança: O golpista se faz passar por uma pessoa ou instituição confiável.
  • Urgência: Cria-se um falso senso de emergência, pressionando a vítima.
  • Controle: A vítima é guiada a realizar ações que comprometam sua segurança.

O resultado é que muitas pessoas compartilham a tela ou instalam programas externos sem refletir, entregando involuntariamente suas informações pessoais.

Medidas de proteção contra o golpe

A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, implementou alertas e ferramentas de segurança apoiadas por inteligência artificial. Estes avisos recomendam que o usuário compartilhe a tela apenas com pessoas de confiança e nunca com números desconhecidos.

Além disso, a empresa atua na remoção de contas e páginas falsas. Até o momento, cerca de 8 milhões de contas golpistas foram banidas, e mais de 21 mil páginas de suporte falso foram derrubadas em países como Camboja, Laos, Mianmar, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

Dicas práticas para se proteger

  1. Não aceite chamadas de números desconhecidos: Se não conhece a pessoa, evite atender.
  2. Evite compartilhar a tela: Somente compartilhe quando tiver absoluta confiança na pessoa do outro lado.
  3. Desconfie de pressões urgentes: Golpistas criam situações de emergência para induzir decisões precipitadas.
  4. Proteja senhas e dados sensíveis: Nunca digite senhas ou códigos enviados por terceiros.
  5. Atualize aplicativos e sistemas: Versões antigas podem ter vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos.
  6. Use autenticação em duas etapas: Um nível adicional de proteção pode impedir o acesso não autorizado.

Phishing: o risco além do WhatsApp

Phishing é uma técnica de fraude digital onde golpistas se passam por empresas legítimas, enviando mensagens que induzem a vítima a fornecer informações pessoais. Embora frequentemente associado a e-mails falsos, o phishing também se estende a aplicativos de mensagens e redes sociais, incluindo o WhatsApp.

Como identificar tentativas de phishing

  • Mensagens alarmantes ou ameaçadoras: Sempre questione pedidos de urgência ou ameaças de bloqueio de conta.
  • Links suspeitos: Evite clicar em links desconhecidos, mesmo que pareçam legítimos.
  • Solicitação de dados pessoais: Bancos ou empresas nunca pedem senha completa, código de autenticação ou cartão por mensagem.

Engenharia social: entenda e evite cair em golpes

A engenharia social vai além do phishing. Trata-se de manipulação psicológica para que a vítima execute ações que comprometam sua segurança. Além de confiança, urgência e controle, os criminosos também exploram:

  • Curiosidade: Mensagens com assuntos intrigantes ou ofertas tentadoras.
  • Medo: Ameaças de perda financeira ou de dados pessoais.
  • Autoridade falsa: Golpistas se apresentam como funcionários de bancos, governo ou plataformas digitais.

Reconhecer esses sinais é essencial para se proteger. Em caso de dúvida, desligue a chamada e entre em contato diretamente com a instituição oficial.

Casos reais e impactos financeiros

O golpe de compartilhamento de tela já causou perdas milionárias. No caso em Hong Kong, a vítima perdeu R$ 3,69 milhões. No Brasil, embora valores menores tenham sido registrados, o impacto psicológico e financeiro é significativo, afetando principalmente idosos e pessoas menos familiarizadas com tecnologia.

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Além do prejuízo direto, as vítimas enfrentam dificuldades para recuperar contas bancárias, com bloqueios, investigações e processos longos. Isso reforça a necessidade de prevenção e conscientização digital.

FAQ – Perguntas frequentes sobre golpes no WhatsApp

1. Como o golpe de compartilhamento de tela funciona?
O golpista liga para a vítima, cria situação de pânico e solicita que ela compartilhe a tela ou instale softwares de controle remoto para roubar dados.

2. O que é phishing?
Phishing é a prática de enviar mensagens fraudulentas que induzem a vítima a fornecer informações pessoais, como senhas e dados bancários.

3. Como a engenharia social é usada nos golpes?
Explora confiança, urgência e controle para manipular a vítima a realizar ações que comprometam sua segurança.

4. Existe proteção oferecida pelo WhatsApp?
Sim. A plataforma alerta os usuários sobre riscos ao compartilhar a tela e remove contas e páginas falsas que realizam golpes.

5. Como posso me proteger?
Evite atender chamadas de números desconhecidos, não compartilhe a tela, atualize aplicativos, use autenticação em duas etapas e desconfie de pressões urgentes.

Considerações finais

O golpe de compartilhamento de tela no WhatsApp representa uma ameaça crescente à segurança financeira e digital dos usuários. A combinação de engenharia social e técnicas de controle remoto torna o ataque altamente eficaz, mas a prevenção é possível. Evitar compartilhar a tela com desconhecidos, manter aplicativos atualizados, usar autenticação em duas etapas e desconfiar de mensagens urgentes são medidas essenciais para se proteger.

A conscientização e a informação são as melhores armas contra cibercriminosos. Compartilhe o conhecimento com familiares e amigos para reduzir o risco de vítimas do golpe.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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