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Golpe do pedágio free flow: criminosos usam “multa por evasão” para enganar motoristas

Pedágio free flow se expande no Brasil e criminosos aplicam golpes com cobranças falsas. Veja como pagar corretamente e evitar prejuízos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
pedágio

A implementação do sistema de pedágio free flow, modelo no qual não há praças com cancelas e a cobrança é feita por meio de sensores e câmeras que registram automaticamente a passagem dos veículos, está em franca expansão nas rodovias brasileiras. A tecnologia promete mais fluidez no trânsito, redução de filas e maior eficiência operacional. No entanto, junto com a modernização, também surgem novos riscos, especialmente para motoristas que ainda não estão familiarizados com o funcionamento do sistema.

Nos últimos meses, autoridades e concessionárias passaram a registrar um aumento expressivo de golpes relacionados ao pedágio free flow, explorando justamente a falta de informação e a insegurança de parte dos usuários. Criminosos se aproveitam do caráter relativamente novo do modelo para aplicar cobranças falsas e induzir vítimas a realizar pagamentos indevidos ou fornecer dados pessoais e do veículo.

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O que é o pedágio free flow

O pedágio free flow é um sistema de cobrança eletrônica no qual o motorista não precisa parar o veículo para efetuar o pagamento. Pórticos instalados ao longo da rodovia contam com câmeras e sensores capazes de identificar a placa do carro ou a tag eletrônica instalada no para-brisa.

Como funciona a identificação do veículo

A identificação pode ocorrer de duas formas principais:

Leitura de tag eletrônica

Motoristas que utilizam tags de pagamento automático, como Sem Parar, Veloe, ConectCar, entre outras, têm a tarifa debitada automaticamente, que depois aparece na fatura mensal do serviço contratado.

Leitura da placa do veículo

Para quem não utiliza tag, o sistema registra a placa e gera a cobrança, que deve ser paga posteriormente pelo próprio motorista.

Prazo para pagamento do pedágio

Condutores sem tag têm até 30 dias para efetuar o pagamento da tarifa devida, exclusivamente pelos aplicativos ou sites oficiais da concessionária responsável pelo trecho rodoviário. Caso o pagamento não seja realizado dentro desse prazo, a situação é enquadrada como evasão de pedágio.

Multa por evasão de pedágio

A evasão de pedágio é considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade inclui:

  • Multa no valor de R$ 195,23
  • Cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

Esse fator contribui para o aumento da ansiedade entre motoristas, que acabam se tornando alvos fáceis para golpes que prometem “regularizar” supostas pendências.

Como funciona o golpe do free flow

O chamado golpe do free flow tem se espalhado principalmente pela internet. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a prática mais comum envolve a criação de sites falsos que simulam plataformas oficiais de consulta e pagamento de pedágio.

Sites falsos e anúncios patrocinados

Uma simples busca em mecanismos de pesquisa pode apresentar resultados patrocinados que utilizam indevidamente o nome do sistema de pedágio eletrônico ou de concessionárias reais. Esses sites falsos induzem o motorista a inserir dados do veículo, como a placa, e em seguida apresentam uma cobrança inexistente.

Pagamentos via Pix para golpistas

Após a falsa consulta, o usuário recebe a orientação para efetuar o pagamento imediato, geralmente por meio de uma chave Pix que direciona o valor diretamente para contas controladas pelos criminosos.

Envio de boletos fraudulentos

Outra modalidade envolve o envio de boletos falsos por e-mail ou até mesmo para endereços físicos das vítimas. Nesses casos, os golpistas utilizam informações obtidas de forma irregular para dar aparência de legitimidade à cobrança.

Por que o risco de golpe é maior agora

Dois fatores principais explicam o aumento desse tipo de crime:

Falta de familiaridade dos motoristas

Como o free flow ainda está em fase de expansão, muitos usuários não compreendem plenamente como funciona o sistema, nem sabem exatamente onde consultar débitos reais.

Dúvidas sobre a localização dos pórticos

A ausência de cancelas físicas e a localização estratégica dos pórticos geram incerteza sobre onde e quando ocorreu a cobrança, levando motoristas a buscar informações fora dos canais oficiais.

O que diz a ANTT sobre o problema

A ANTT afirma que tem intensificado ações de orientação e alerta à população. A agência divulga informações em seu site institucional e nas redes sociais, além de atuar em conjunto com as concessionárias para reforçar a sinalização nos trechos com free flow.

Cartilha de prevenção contra golpes

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A agência também elaborou uma cartilha com orientações claras para evitar fraudes. Entre os principais pontos estão:

Desconfie de cobranças inesperadas

Não confie em mensagens recebidas por e-mail, redes sociais ou aplicativos que solicitem dados pessoais, indiquem valores a pagar ou tragam links e QR Codes para pagamento imediato.

Evite links desconhecidos

Não clique em links enviados por remetentes não verificados ou que não sejam canais oficiais das concessionárias.

Verifique o endereço do site

Sempre confira se o endereço eletrônico corresponde ao site oficial da concessionária responsável pelo trecho rodoviário.

Proteja seus dados pessoais

Nunca informe dados pessoais ou do veículo em plataformas não oficiais ou de procedência duvidosa.

Como pagar o pedágio free flow corretamente

Para evitar problemas, é fundamental seguir os canais adequados de pagamento.

Motoristas com tag eletrônica

A cobrança é automática e o valor aparece na fatura mensal do serviço contratado, sem necessidade de qualquer ação adicional.

Motoristas sem tag

O pagamento deve ser feito exclusivamente nos aplicativos ou sites oficiais das concessionárias, dentro do prazo de até 30 dias após a passagem pelo pórtico.

Vale lembrar que as informações da passagem podem levar até 48 horas para ficarem disponíveis no sistema, o que exige atenção antes de qualquer tentativa de pagamento.

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Imagem: Freepik

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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