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Novo golpe com Pix faz vítimas em todo o país; veja como se proteger

Alerta: novo golpe com Pix faz vítimas no Brasil. Descubra como se proteger e evite prejuízos. Leia agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Pix

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, lançado em 2020 pelo Banco Central do Brasil, revolucionou a forma como os brasileiros transferem dinheiro. Com transações gratuitas, rápidas e disponíveis 24 horas por dia, o Pix se tornou parte essencial da vida financeira da população.

Porém, a mesma agilidade que o torna tão vantajoso também abriu brechas para golpes cada vez mais sofisticados. Em 2024, o número de fraudes relacionadas ao Pix disparou, gerando prejuízos milionários e muita insegurança.

Neste artigo, explicamos os principais tipos de golpes envolvendo o Pix, como eles funcionam e o que você pode fazer para se proteger.

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Principais golpes com Pix em 2024

Pix
Imagem: Canva

Golpe do falso suporte técnico

Neste golpe, criminosos se passam por funcionários de bancos ou instituições financeiras. Eles ligam para a vítima alegando problemas suspeitos na conta Pix e pedem para realizar “testes de segurança” — que, na verdade, são transferências para contas dos golpistas.

Como agem:

  • Ligam usando números falsificados (spoofing).
  • Se identificam com nomes e informações reais do banco.
  • Criam senso de urgência e medo para que a vítima não pense muito antes de agir.

Clonagem de aplicativos de mensagens

Outro golpe comum é a clonagem de WhatsApp. Com o acesso ao aplicativo da vítima, os golpistas se passam por ela e pedem dinheiro aos contatos, alegando emergências ou dívidas urgentes.

Estratégias utilizadas:

  • Envio de código de verificação por SMS.
  • Criação de histórias convincentes.
  • Uso de fotos e mensagens reais da pessoa clonada.

Transferência equivocada intencional

Alguns golpistas transferem pequenas quantias para contas de vítimas e depois entram em contato pedindo o valor de volta, alegando erro. Quando a vítima transfere de volta, descobre que a primeira quantia foi devolvida por banco ou estornada.

Fraude com QR Code falso

O QR Code Pix é muito utilizado em sites de compras, doações e até restaurantes. Golpistas criam códigos falsos com dados alterados para desviar o valor pago.

Onde aparece:

  • Sites falsificados.
  • Cartazes físicos adulterados.
  • Campanhas de doação falsas.

Promessas de ganhos fáceis

Golpistas oferecem investimentos com retorno imediato ou bônus de Pix para quem participar de sorteios, apostas ou esquemas financeiros que exigem um depósito inicial.

Exemplo comum:

“Deposite R$ 100 e receba R$ 500 em até 2 horas pelo Pix!”

Como se proteger de golpes no Pix?

Desconfie de contatos não solicitados

Nunca confie cegamente em ligações ou mensagens recebidas fora do canal oficial do banco. Instituições financeiras não pedem transferências por telefone.

Verifique sempre os dados da transação

Antes de confirmar qualquer transferência, verifique nome, CPF/CNPJ e instituição do destinatário. Em QR Codes, use o app do banco para verificar as informações.

Use senhas fortes e autenticação de dois fatores

Ative o 2FA (autenticação de dois fatores) em todos os seus aplicativos financeiros e de mensagens. Isso dificulta o acesso de criminosos, mesmo com dados vazados.

Evite clicar em links de promoções

Desconfie de ofertas enviadas por SMS, redes sociais ou e-mails. Antes de realizar qualquer ação, pesquise sobre a empresa e confirme a veracidade da campanha.

Ferramentas de proteção disponíveis

Registrato do Banco Central

O sistema Registrato, do Banco Central, permite que o usuário veja todas as chaves Pix registradas em seu CPF ou CNPJ, além de consultar dados bancários vinculados.

Como acessar:

  1. Acesse www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato;
  2. Faça login com sua conta gov.br;
  3. Consulte suas informações financeiras.

Mecanismo Especial de Devolução (MED)

O MED permite que as instituições financeiras solicitem a devolução dos valores em caso de fraude confirmada. O banco da vítima deve ser acionado imediatamente para iniciar o processo.

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Fui vítima de golpe: o que fazer?

Hacker mexendo no computador
Imagem: Sergey Mironov / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

1. Notifique o banco imediatamente

Comunique o golpe à sua instituição financeira o mais rápido possível. Eles poderão acionar o MED e bloquear valores na conta do criminoso, se ainda disponíveis.

2. Registre um boletim de ocorrência

O B.O. é essencial para formalizar a denúncia e aumentar as chances de recuperação do dinheiro. Pode ser feito online em muitos estados.

3. Entre em contato com o Procon

Se não obtiver retorno satisfatório do banco, procure o Procon da sua cidade. Eles podem intermediar negociações e orientar sobre os próximos passos.

4. Considere ajuda judicial

Em casos graves, com perdas significativas ou negligência da instituição financeira, é possível acionar a Justiça para reaver os valores perdidos.

Medidas de segurança implementadas pelo Banco Central

Monitoramento e bloqueio cautelar

Os bancos passaram a adotar sistemas de inteligência artificial para identificar movimentações suspeitas e bloquear transações automaticamente por até 72 horas.

Limites de valor para transações

Usuários podem definir limites personalizados de valores por período e faixa de horário. Isso evita grandes perdas em caso de roubo de acesso.

Gerenciamento de chaves

Através dos aplicativos bancários, é possível visualizar, editar ou excluir chaves Pix cadastradas, mantendo controle total sobre os dados vinculados.

Conclusão

Apesar dos crescentes golpes envolvendo o Pix, o sistema permanece seguro quando utilizado de forma consciente. A chave para evitar prejuízos está na informação e prevenção.

Nunca realize transferências com pressa, confirme sempre os dados do destinatário e, ao menor sinal de golpe, acione imediatamente o banco e registre a ocorrência. Informação é proteção. Compartilhe este conteúdo e ajude outras pessoas a se protegerem!

Imagem: Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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