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Golpe usando IA: bandidos usam sua voz para aplicar golpes; entenda

Novo golpe cibernético espanto. Confira como criminosos utilizam a tecnologia para alterar a voz e extorquir as vítimas!

Guilherme TirelliPor Guilherme Tirelli3 min de leitura
Golpe usando IA: bandidos usam sua voz para aplicar golpes; entenda

Na atualidade, golpes cibernéticos se tornaram cada vez mais recorrentes. Com o intuito de maximizar os ganhos, os criminosos se aproveitam dos avanços tecnológicos para burlar sistemas e enganar as vítimas. A nova tática usa ligações deepfake, em que o bandido simula a voz de um indivíduo por meio de Inteligência Artificial (IA).

Devido ao advento de programas sofisticados, os criminosos conseguem falsificar vídeos e a voz de uma pessoa, a fim de extorquir familiares ou amigos próximos. A modalidade é só mais uma entre os tantos métodos que os bandidos desenvolvem para enganar as vítimas. Entenda como funciona esse processo!

Como os golpistas agem?

É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido (ou conheça quem sofreu) um golpe cibernético. Uma dessas vítimas é Victor Del Vecchio. Os criminosos, através de um número desconhecido, copiaram sua foto e enviaram mensagens aos pais do advogado. Com o intuito de confundi-los, explicaram que o número era temporário, mas que o rapaz precisava de dinheiro.

Em entrevista ao R7, Victor disse que os bandidos solicitaram um PIX, que seria quitado em pouco tempo. O advogado afirmou que “quando meus pais demoram a responder, os golpistas ligam e desligam na hora que atendem, para dar um tom de urgência”, explicou.

A voz é mais real do que parece:

Entretanto, outro caso chamou mais a atenção do advogado. No dia 10 de março, uma amiga de Victor o informou que seu perfil do Instagram fora hackeado. Em seguida, ao visualizar os stories da conta, notou o “Golpe do Pix”, que induz os seguidores a enviar dinheiro, sob a promessa de ganhá-lo em dobro.

Porém, o que surpreendeu o homem é que havia um vídeo da amiga, postado na plataforma, que estimulava essa iniciativa. No entanto, as imagens não eram verdadeiras e foram alteradas com deepfake.

Além do vídeo, a voz também era muito similar à da amiga. “A voz era muito parecida. Isso eu não sei identificar se é um programa que simula ou se deram a sorte de ter uma voz parecida com a dela”, finaliza o advogado.

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O que de fato acontece nesses golpes?

De acordo com Cleber Marques, executivo da empresa de software Inmetrics, a tecnologia de deepfake permite que os criminosos criem vídeos e áudios com alta qualidade. Devido a similaridade, as pessoas acabam caindo nos golpes.

Portanto, é preciso manter-se sempre atento e verificar a autenticidade das postagens e contas. As informações pessoais também são sigilosas e não devem ser compartilhadas com estranhos.

Imagem: Grustock / ShutterStock.com

Guilherme Tirelli

Autor

Guilherme Tirelli

Fissurado por novos desafios e aventuras, contar histórias e escrever são as minhas paixões. Acredito, portanto, no poder das palavras para construir pontes e emocionar. Atualmente estou no 6º semestre de Jornalismo pela Puc-SP, navegando por todos os campos da comunicação.

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