Consumidores brasileiros têm relatado uma onda de golpes que utilizam o WhatsApp para se passar por transportadoras, especialmente a Loggi. As mensagens fraudulentas pedem o pagamento de taxas para regularizar entregas de mercadorias, e chegam acompanhadas de informações pessoais detalhadas, como endereço completo e dados de rastreamento de compras.
WhatsApp: golpe da transportadora mostra dados dos clientes
Consumidores relatam golpe no WhatsApp que finge ser a transportadora Loggi, expondo dados pessoais e pedindo pagamento de taxa falsa.
A prática tem gerado preocupação entre clientes e especialistas em segurança digital, diante da dificuldade de identificar a origem dos dados usados pelos criminosos.
Como o golpe é aplicado

Os criminosos conseguem criar páginas que imitam visualmente o portal oficial, com logos, cores e layout, induzindo o consumidor a acreditar que o pedido é real.
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O golpe funciona da seguinte forma:
- Mensagem via WhatsApp com selo de verificação (Meta Verified ou falso)
- Exibição de dados do pedido, como nome, endereço, valor da nota fiscal e última atualização
- Link que leva a página falsa solicitando pagamento de taxa via Pix e outros dados pessoais
Reações das empresas envolvidas
Loggi
A transportadora afirma acompanhar um aumento nas tentativas de golpes, adotando tecnologias de monitoramento e segurança. A Loggi alerta que jamais solicitará pagamentos de taxas extras, dados pessoais ou fotos faciais para entrega.
O canal oficial de denúncias está disponível em: https://ajuda.loggi.com/hc/pt-br.
Amazon, AliExpress e OLX
- A Amazon não comentou sobre os casos.
- A OLX não se pronunciou, mas houve relatos de extravios de pacotes comprados pela plataforma e entregues via Loggi.
Meta (WhatsApp)
A empresa afirma banir contas que violam suas políticas e implementar medidas adicionais de segurança, especialmente no caso de contas com selo de verificação exploradas por golpistas.
Vazamento de dados e impacto no consumidor

Segundo especialistas, não é possível determinar com precisão a origem dos dados, que podem ter sido obtidos de varejistas, transportadoras ou de incidentes anteriores de vazamento no Brasil.
O site Reclame Aqui registra 19.248 reclamações sobre a Loggi nos últimos seis meses, das quais 68,2% foram resolvidas. Entre as queixas, 84 citam vazamento de dados e 7.794 relatam extravio de pacotes.
Dicas para se proteger de golpes
- Confirme informações nos canais oficiais: Sites, aplicativos e atendimento ao cliente devem ser consultados antes de realizar qualquer pagamento.
- Não forneça dados pessoais: Evite enviar CPF, senhas ou fotos faciais.
- Desconfie de mensagens com selos verificados: O selo pode ser adquirido por golpistas, não significando necessariamente autenticidade.
- Reporte tentativas de fraude: Use os canais oficiais das empresas para registrar ocorrências.
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Prevenção adicional
- Atualize aplicativos e sistemas operacionais para reduzir vulnerabilidades.
- Use autenticação em duas etapas em contas digitais.
- Evite compartilhar informações pessoais em redes sociais de forma pública.
FAQ – Perguntas frequentes
O que é o golpe do WhatsApp da Loggi?
É uma fraude em que criminosos enviam mensagens com links falsos, pedindo pagamento de taxas e coletando dados pessoais de clientes.
Como os golpistas obtêm os dados pessoais?
Não há confirmação, mas pode envolver vazamento de informações de varejistas, transportadoras ou incidentes anteriores de segurança.
O que fazer se receber uma mensagem suspeita?
Não clique em links, não forneça dados e contate imediatamente os canais oficiais da transportadora.
A Loggi pede pagamento de taxas por WhatsApp ou email?
Não. Todos os pagamentos devem ser feitos exclusivamente pelo site ou aplicativo oficial.
Considerações finais
Consumidores devem manter atenção redobrada a links suspeitos, verificar informações em canais oficiais e nunca fornecer dados pessoais fora das plataformas seguras. Empresas de logística e marketplaces, por sua vez, precisam intensificar os mecanismos de segurança, monitoramento e comunicação transparente com os clientes.
O cenário alerta para a necessidade de educação digital e conscientização sobre golpes, reforçando que a responsabilidade de proteger informações não é apenas do usuário, mas também das empresas que lidam com dados sensíveis. Somente com atenção conjunta será possível reduzir os riscos e garantir maior segurança nas transações online.
