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WhatsApp: golpe da transportadora mostra dados dos clientes

Consumidores relatam golpe no WhatsApp que finge ser a transportadora Loggi, expondo dados pessoais e pedindo pagamento de taxa falsa.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
WhatsApp

Consumidores brasileiros têm relatado uma onda de golpes que utilizam o WhatsApp para se passar por transportadoras, especialmente a Loggi. As mensagens fraudulentas pedem o pagamento de taxas para regularizar entregas de mercadorias, e chegam acompanhadas de informações pessoais detalhadas, como endereço completo e dados de rastreamento de compras.

A prática tem gerado preocupação entre clientes e especialistas em segurança digital, diante da dificuldade de identificar a origem dos dados usados pelos criminosos.

Como o golpe é aplicado

WhatsApp
Imagem: PixieMe / Shutterstock

Os criminosos conseguem criar páginas que imitam visualmente o portal oficial, com logos, cores e layout, induzindo o consumidor a acreditar que o pedido é real.

Leia mais: WhatsApp atualiza interface e ganha painel de emojis e reações

O golpe funciona da seguinte forma:

  • Mensagem via WhatsApp com selo de verificação (Meta Verified ou falso)
  • Exibição de dados do pedido, como nome, endereço, valor da nota fiscal e última atualização
  • Link que leva a página falsa solicitando pagamento de taxa via Pix e outros dados pessoais

Reações das empresas envolvidas

Loggi

A transportadora afirma acompanhar um aumento nas tentativas de golpes, adotando tecnologias de monitoramento e segurança. A Loggi alerta que jamais solicitará pagamentos de taxas extras, dados pessoais ou fotos faciais para entrega.

O canal oficial de denúncias está disponível em: https://ajuda.loggi.com/hc/pt-br.

Amazon, AliExpress e OLX

  • A Amazon não comentou sobre os casos.
  • A OLX não se pronunciou, mas houve relatos de extravios de pacotes comprados pela plataforma e entregues via Loggi.

Meta (WhatsApp)

A empresa afirma banir contas que violam suas políticas e implementar medidas adicionais de segurança, especialmente no caso de contas com selo de verificação exploradas por golpistas.

Vazamento de dados e impacto no consumidor

Whatsapp
Imagem: Shutterstock

Segundo especialistas, não é possível determinar com precisão a origem dos dados, que podem ter sido obtidos de varejistas, transportadoras ou de incidentes anteriores de vazamento no Brasil.

O site Reclame Aqui registra 19.248 reclamações sobre a Loggi nos últimos seis meses, das quais 68,2% foram resolvidas. Entre as queixas, 84 citam vazamento de dados e 7.794 relatam extravio de pacotes.

Dicas para se proteger de golpes

  1. Confirme informações nos canais oficiais: Sites, aplicativos e atendimento ao cliente devem ser consultados antes de realizar qualquer pagamento.
  2. Não forneça dados pessoais: Evite enviar CPF, senhas ou fotos faciais.
  3. Desconfie de mensagens com selos verificados: O selo pode ser adquirido por golpistas, não significando necessariamente autenticidade.
  4. Reporte tentativas de fraude: Use os canais oficiais das empresas para registrar ocorrências.

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Prevenção adicional

  • Atualize aplicativos e sistemas operacionais para reduzir vulnerabilidades.
  • Use autenticação em duas etapas em contas digitais.
  • Evite compartilhar informações pessoais em redes sociais de forma pública.

FAQ – Perguntas frequentes

O que é o golpe do WhatsApp da Loggi?
É uma fraude em que criminosos enviam mensagens com links falsos, pedindo pagamento de taxas e coletando dados pessoais de clientes.

Como os golpistas obtêm os dados pessoais?
Não há confirmação, mas pode envolver vazamento de informações de varejistas, transportadoras ou incidentes anteriores de segurança.

O que fazer se receber uma mensagem suspeita?
Não clique em links, não forneça dados e contate imediatamente os canais oficiais da transportadora.

A Loggi pede pagamento de taxas por WhatsApp ou email?
Não. Todos os pagamentos devem ser feitos exclusivamente pelo site ou aplicativo oficial.

Considerações finais

Consumidores devem manter atenção redobrada a links suspeitos, verificar informações em canais oficiais e nunca fornecer dados pessoais fora das plataformas seguras. Empresas de logística e marketplaces, por sua vez, precisam intensificar os mecanismos de segurança, monitoramento e comunicação transparente com os clientes.

O cenário alerta para a necessidade de educação digital e conscientização sobre golpes, reforçando que a responsabilidade de proteger informações não é apenas do usuário, mas também das empresas que lidam com dados sensíveis. Somente com atenção conjunta será possível reduzir os riscos e garantir maior segurança nas transações online.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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