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Dezembro traz alerta do INSS para aposentados e pensionistas; saiba mais

Golpes contra aposentados aumentam com o 13º do INSS. Saiba como funcionam, como se proteger e o que fazer após cair em fraudes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto8 min de leitura
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Com a chegada de dezembro, aposentados e pensionistas do INSS enfrentam um cenário de risco maior. O pagamento do 13º salário, que reforça a renda de milhões de beneficiários em todo o país, aumenta o movimento financeiro nas contas e transforma especialmente os idosos em alvos prioritários para golpistas.

A combinação entre maior circulação de dinheiro, aumento das compras de fim de ano e maior fragilidade emocional típica do período cria o ambiente ideal para criminosos que se passam por funcionários de empresas, parentes e até representantes do próprio INSS.

Criminosos intensificam ataques nesta época porque sabem que muitos beneficiários recebem valores maiores, o que facilita abordagens falsas envolvendo presentes, taxas simbólicas e supostas revisões de benefícios. A prática se repete ano após ano, mas tem se tornado cada vez mais sofisticada, o que exige atenção redobrada de quem recebe aposentadorias e pensões.

A cada nova virada de ano, relatos de vítimas se acumulam em delegacias, bancos e canais de atendimento de instituições financeiras. Os golpes variam desde fraudes presenciais, como o famoso “presente falso”, até esquemas digitais que envolvem ligações, mensagens de WhatsApp e pedidos de transferência via Pix. A sofisticação dos criminosos, aliada ao período de festas, contribui para a vulnerabilidade emocional dos idosos, que muitas vezes se encontram sozinhos, com saudade da família ou mais sensíveis às interações sociais.

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Por que os golpes aumentam após o pagamento do 13º salário

O período de festas aumenta a circulação de dinheiro e deixa muitos idosos mais vulneráveis emocionalmente, o que facilita a ação de golpistas. Eles acompanham o calendário do INSS com rigor e atacam logo após o pagamento do abono natalino, usando histórias prontas para ganhar confiança e agir rapidamente.

Para especialistas em segurança digital, dezembro é o “mês de ouro” para quem aplica golpes financeiros. Somado ao 13º salário, é o período do ano com maior quantidade de compras online, visitas a bancos, movimentação de cartões e recebimento de mensagens. Tudo isso contribui para que criminosos ampliem suas táticas, explorando brechas e criando narrativas que parecem reais.

Além disso, há o fator emocional. Muitos idosos ficam sozinhos nesta época, o que abre espaço para interações que, em outros momentos do ano, seriam percebidas como suspeitas. Um telefonema de alguém dizendo ser do banco, por exemplo, pode soar mais convincente quando a pessoa está fragilizada emocionalmente.

Golpe do presente falso: o mais comum de dezembro

Um dos golpes mais comuns é o do “presente falso”. O criminoso chega à casa da vítima com flores, chocolates ou uma cesta supostamente enviada por um parente. Ele afirma que o presente já está pago, mas exige uma pequena taxa no cartão para liberar a entrega. A maquininha usada geralmente está com o visor danificado ou coberto, fazendo com que o idoso digite a senha sem ver o valor real, que pode ser de milhares de reais.

A dinâmica é rápida: o golpista bate à porta, usa um sorriso simpático, menciona o nome de um suposto familiar e cria um clima de emoção. A entrega geralmente acontece em horários estratégicos, como final de tarde ou início da noite, quando muitos idosos estão sozinhos.

Os criminosos sabem exatamente como conduzir a situação. Eles apelam para frases como “seu filho pediu para entregar agora”, “é uma taxa pequena apenas para liberar o sistema” ou “é só para registrar no cadastro”. Em poucos segundos, a vítima acaba autorizando uma operação financeira sem perceber.

Golpe da revisão do 13º do INSS: fraude por Pix cresce

Outro esquema que vem crescendo nos últimos anos é o golpe da “revisão do 13º salário”. Nele, criminosos ligam para as vítimas afirmando que há um valor extra a receber do INSS, mas que é necessário pagar uma taxa via Pix para liberar o depósito.

A tática é simples: o golpista se apresenta como funcionário do INSS, cita dados básicos da vítima (como nome completo e CPF, facilmente encontrados na internet) e cria um clima de urgência. Ele diz que o valor precisa ser liberado até aquele dia, ou que a vítima pode perder o benefício caso não faça o pagamento.

É importante reforçar: o INSS não cobra taxas para liberar pagamentos e qualquer valor adicional é depositado automaticamente. O uso do Pix como ferramenta de fraude tem crescido porque permite transferências instantâneas e dificulta a recuperação dos valores quando o golpe é aplicado.

Como os golpistas conseguem dados das vítimas

Muitas vítimas acreditam que tiveram seus dados “hackeados”, mas a realidade é que grande parte das informações usadas por criminosos está disponível em fontes públicas ou vazamentos antigos.

Os golpistas conseguem:

  • Nome completo
  • Número de telefone
  • Endereço
  • Informações de parentes
  • Idade aproximada
  • Se a pessoa recebe INSS

Com essas informações, criam diálogos extremamente convincentes. Alguns chegam a mencionar o valor aproximado do benefício, o que aumenta ainda mais a credibilidade do golpe.

Pix, cartão e maquininhas: os meios mais usados nos golpes atuais

Os criminosos preferem usar três ferramentas principais:

Pix

  • Transferência instantânea
  • Dificuldade de reverter
  • Operações feitas rapidamente
  • Permite múltiplos destinatários para dificultar rastreamento

Cartão

  • Maquininhas alteradas ou com visor quebrado
  • Cobranças de valores muito acima do informado
  • Retenção do cartão para saques indevidos

Maquininhas

  • Tela apagada para impedir visualização
  • Adesivos para ocultar o valor
  • Cobranças duplicadas sem autorização

Essas práticas têm sido registradas em diversas capitais e cidades do interior, especialmente em regiões com grande número de beneficiários do INSS.

Como identificar um golpe antes de cair na fraude

Reconhecer um golpe é a principal forma de evitar prejuízo financeiro. Alguns sinais podem indicar uma tentativa de fraude:

  • Pressa ou urgência exagerada
  • Pedidos de pagamento adiantado
  • Ligações fora do horário comercial
  • Mensagens de números desconhecidos
  • Maquininhas com visor apagado ou coberto
  • Presentes inesperados de supostos parentes
  • Solicitação de dados pessoais por telefone

Especialistas em segurança afirmam que qualquer pedido de taxa para liberar benefício do INSS é golpe. Além disso, entregadores e representantes de empresa não podem exigir pagamento surpresa com cartão.

O que fazer imediatamente após cair em um golpe

Se a vítima fizer um Pix ou passar o cartão, a orientação é acionar imediatamente o banco, solicitar o bloqueio da conta e pedir a ativação do MED, o Mecanismo Especial de Devolução, que tenta reverter a transação. O processo é mais eficaz quando realizado nos primeiros minutos após perceber o golpe.

Em seguida, é essencial registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Eletrônica e informar detalhes que possam ajudar na investigação. Informações como horário, número do telefone do golpista, placa de veículo e descrição do suspeito podem ajudar as forças de segurança a rastrear os responsáveis.

Além disso, a vítima deve:

  • Trocar senhas
  • Bloquear cartões
  • Acompanhar movimentações suspeitas
  • Avisar familiares para evitar novas abordagens

O papel da família na proteção dos idosos

Assim como em outros períodos do ano, a rede familiar é fundamental para proteger idosos contra golpes. É importante que filhos, netos e cuidadores conversem com frequência sobre o assunto e reforcem que presentes inesperados, ligações pedindo dinheiro e visitas surpresa exigem suspeita imediata.

Criar uma “palavra de segurança” familiar, por exemplo, pode ajudar a evitar golpes em que o golpista se passa por parente.

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Bancos e INSS reforçam alertas no fim do ano

Nesta época, bancos e o próprio INSS intensificam campanhas de prevenção, enviando alertas por aplicativos, sites oficiais e comunicados na imprensa. Eles reforçam que:

  • O INSS não pede Pix
  • Não existe taxa para liberar 13º
  • Pagamentos são automáticos
  • Nenhum servidor faz contato pedindo dados pessoais

Mesmo assim, a desinformação ainda é forte, principalmente entre idosos que têm menos acesso à tecnologia.

Como se proteger de fraudes em dezembro

Para evitar golpes, especialistas recomendam:

Nunca pagar taxa para liberar benefício

Nenhum valor extra do INSS depende de liberação por Pix.

Desconfiar de presentes inesperados

Ligue imediatamente para o familiar supostamente responsável.

Não digitar senha em maquininhas com visor danificado

A orientação é recusar na hora.

Não passar cartão para entregadores que não informam previamente taxas

Empresas de entrega não podem exigir pagamento adicional surpresa.

Não clicar em links enviados por SMS ou WhatsApp

Esses links costumam abrir páginas falsas para roubo de senha.

Confirmar informações no Meu INSS

O aplicativo mostra todos os pagamentos reais.

Conclusão

O aumento de golpes envolvendo o 13º salário do INSS exige atenção redobrada de aposentados, pensionistas e familiares. O período de festas, embora marcado por celebração, também é um dos mais críticos para crimes financeiros contra idosos. A prevenção é a melhor forma de evitar prejuízos e garantir um fim de ano tranquilo.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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