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Brasil lidera ranking de golpes digitais; veja como se proteger

Descubra como se proteger dos golpes digitais que assolam o Brasil. Veja práticas e ferramentas para sua segurança!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
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O Brasil está no topo de um ranking nada desejado: é o país com o maior número de vítimas de golpes digitais. A cada oito segundos, uma nova fraude é registrada no território nacional, segundo especialistas em segurança da informação.

De clonagens de WhatsApp a falsas centrais de atendimento, a variedade e sofisticação das fraudes só aumentam, enquanto a população e as empresas ainda lutam para adotar práticas básicas de proteção.

Essa realidade revela não apenas a habilidade dos cibercriminosos, mas também a fragilidade do ecossistema digital brasileiro, marcado por baixo investimento em cibersegurança, uso de senhas fracas, negligência com autenticações e pouca conscientização.

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Principais tipos de golpes digitais no Brasil

Caixa
Imagem: Jirsak / Shutterstock

Clonagem de WhatsApp e redes sociais

Criminosos se passam por contatos confiáveis e solicitam dinheiro ou informações sensíveis. A engenharia social é a base dessas fraudes.

Falsos links e mensagens fraudulentas

Phishings sofisticados imitam bancos, Correios, Receita Federal e redes sociais. Um clique errado pode significar roubo de dados ou instalação de malware.

Clonagem de cartão e maquininhas alteradas

Cartões são copiados durante transações em maquininhas adulteradas ou por meio de compras em sites inseguros.

Falsas centrais telefônicas (spoofing)

Criminosos mascaram números telefônicos para parecerem legítimos e convencem vítimas a fornecerem dados bancários ou senhas.

Uso indevido de dados vazados

Com CPFs, nomes completos, endereços e até biometria circulando em fóruns da dark web, criminosos conseguem abrir contas, solicitar empréstimos e aplicar golpes em nome de terceiros.

Por que o Brasil é alvo preferencial dos cibercriminosos?

Alta digitalização sem segurança proporcional

O avanço da digitalização no Brasil, especialmente com sistemas como o PIX, não foi acompanhado por medidas robustas de proteção. Isso criou um campo fértil para ataques.

Baixa educação digital da população

Grande parte dos brasileiros ainda desconhece práticas básicas de segurança, como autenticação de dois fatores e uso de senhas fortes.

Fragilidade na legislação e fiscalização

A ausência de uma política nacional de cibersegurança efetiva, aliada à lentidão em punir crimes cibernéticos, incentiva a ação de quadrilhas.

Como se proteger dos golpes digitais

Adote senhas fortes e únicas

  • Evite sequências como “123456” ou nomes comuns.
  • Use letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais.
  • Nunca repita senhas entre serviços.

Utilize gerenciadores de senhas

Ferramentas como 1Password, Bitwarden e LastPass armazenam suas senhas de forma criptografada e ainda ajudam na geração de combinações seguras.

Habilite a autenticação em múltiplos fatores (2FA ou MFA)

Esse recurso adiciona uma camada extra de segurança, mesmo que sua senha seja comprometida.

Métodos recomendados:

  • Aplicativos autenticadores: Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Authy.
  • Chaves físicas de segurança: como YubiKey, que exige presença física.
  • Evite autenticação por SMS, que pode ser interceptada via portabilidade de número.

Cuidado com links e e-mails

  • Desconfie de mensagens urgentes, ameaçadoras ou com ofertas mirabolantes.
  • Verifique o endereço do remetente e, quando em dúvida, acesse diretamente o site oficial da instituição.
  • Nunca forneça dados pessoais por links recebidos via e-mail ou SMS.

Proteja seu WhatsApp e redes sociais

  • Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp.
  • Oculte foto de perfil e status para pessoas fora de sua agenda.
  • Nunca compartilhe códigos recebidos por SMS, mesmo com pessoas conhecidas.

Evite ser vítima de centrais telefônicas falsas

  • Se receber uma ligação de suposto banco solicitando informações, desligue e ligue para o canal oficial da instituição.
  • Nunca forneça senhas ou tokens por telefone.
  • Prefira resolver questões bancárias por meio dos aplicativos oficiais.

Ferramentas que ajudam a monitorar e proteger seus dados

1. Registrato (Banco Central)

Consulta gratuita de contas abertas, empréstimos e operações no seu CPF.

Acesso: https://registrato.bcb.gov.br.

2. Não Me Perturbe

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Seguir no Google

Bloqueia ligações de telemarketing e reduz o risco de golpes por telefone.

Acesso: https://www.naomeperturbe.com.br.

3. Plataformas de monitoramento de CPF

Serviços como Serasa Premium, Boa Vista e Reclame AQUI Protege enviam alertas quando há movimentações suspeitas ligadas ao seu CPF.

Empresas também são alvos: como proteger o ambiente corporativo?

1. Políticas de segurança da informação

  • Implante regras claras sobre uso de dispositivos, senhas e armazenamento de dados.
  • Crie rotinas de backup e criptografia.

2. Treinamento de colaboradores

  • Ofereça capacitação contínua sobre segurança digital.
  • Realize simulações de phishing para treinar a resposta da equipe.

3. Ferramentas de proteção

  • Use antivírus corporativos e firewalls de última geração.
  • Monitore o tráfego da rede em tempo real.

Casos recentes e aumento de ataques ao Sistema Financeiro

Moraes
Imagem: fadfebrian – Freepik

Em 2025, diversos episódios de ataques a bancos, operadoras de cartão e até ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) evidenciaram a fragilidade da infraestrutura nacional. Em um dos episódios mais graves, dados bancários de milhões de usuários foram acessados por cibercriminosos.

O Banco Central, embora tenha reforçado sistemas e controles, segue sob pressão por uma resposta mais eficaz — inclusive na punição de operadoras que falham em segurança.

O que esperar do futuro: mais golpes ou mais proteção?

Com a inteligência artificial sendo usada tanto para ataques quanto para defesa, o cenário digital vai exigir vigilância constante.

É esperado um aumento de tentativas de:

  • Deepfakes para golpes de voz e vídeo.
  • Phishing com personalização por IA.
  • Ataques a dispositivos IoT (Internet das Coisas), como smart TVs e assistentes virtuais.

Conclusão: segurança digital é responsabilidade de todos

A segurança digital deixou de ser opcional. Diante do avanço das fraudes e da exposição generalizada de dados pessoais, proteger-se é questão de sobrevivência financeira e reputacional. A melhor forma de se manter seguro contra golpes é:

  • Estar atualizado sobre os riscos.
  • Adotar medidas práticas de proteção.
  • E manter uma postura crítica diante de toda e qualquer interação digital.

Imagem: panitanphoto e DG-Studio / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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