Nos últimos anos, os golpes financeiros têm se tornado cada vez mais sofisticados no Brasil, especialmente envolvendo o sistema de pagamentos Pix. Um levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que, em 12 meses, os brasileiros perderam impressionantes R$ 25,5 bilhões devido a fraudes envolvendo Pix e boletos falsos.
Golpes com Pix: levantamento aponta os métodos mais usados
Descubra os métodos de golpes com Pix mais utilizados no Brasil e como se proteger dessas fraudes que já causaram prejuízos bilionários.
A pesquisa também mostrou que o prejuízo médio por vítima varia significativamente entre estados e classes sociais, destacando a importância de entender as práticas criminosas mais comuns para evitar armadilhas.
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Os estados mais afetados pelos golpes

O impacto financeiro das fraudes com Pix é alarmante em algumas regiões. Goiás, por exemplo, registra uma média de R$ 2,5 mil perdidos por vítima, valor superior à média nacional de R$ 2,1 mil.
No entanto, o estado mais afetado é o Rio Grande do Norte, com uma média de R$ 4,5 mil por golpe. Paraná (R$ 3,3 mil) e Pará (R$ 3 mil) completam o pódio das localidades mais atingidas. Veja os dados detalhados:
- Rio Grande do Norte: R$ 4.500
- Paraná: R$ 3.300
- Pará: R$ 3.000
- Distrito Federal: R$ 2.800
- Goiás: R$ 2.500
- São Paulo: R$ 2.100
Perfil das vítimas de golpes financeiros
De acordo com a Central SOS Golpe, operada pela Silverguard, golpistas preferem vítimas mais vulneráveis, especialmente idosos. Pessoas com mais de 60 anos têm quatro vezes mais chances de cair em golpes do que jovens entre 18 e 24 anos.
As fraudes também variam de acordo com o canal de abordagem:
- WhatsApp: 69% das fraudes contra idosos começam aqui.
- Instagram: 36% dos golpes contra menores de 18 anos são iniciados nesta plataforma.
- TikTok: Representa 9% das ocorrências entre jovens.
- Facebook: Popular entre vítimas das classes DE (21%) e A (6%).
Tipos de golpes mais comuns
Os métodos usados pelos criminosos são variados e frequentemente personalizados para enganar diferentes perfis de vítimas. Confira os golpes mais comuns e o prejuízo médio associado a cada um:
Golpes de alto valor
- Emprego falso: Prejuízo médio de R$ 4.400.
- Multiplicação de dinheiro ou investimentos fraudulentos: R$ 3.600.
- Pedido de ajuda para cirurgia ou tratamento médico: R$ 3.400.
Golpes frequentes no dia a dia
- Impostor pedindo ajuda financeira: Prejuízo de R$ 3.100.
- Central falsa de atendimento bancário: R$ 2.000.
- Devolução de Pix ou pagamento errado: R$ 1.330.
- Lojas ou perfis falsos nas redes sociais: R$ 1.050.
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Fraudes menores, mas recorrentes
- Sorteios ou prêmios falsos: Prejuízo de R$ 1.000.
- Doações falsas: R$ 150.
Como se proteger dos golpes com Pix

A prevenção é o melhor remédio para evitar cair em fraudes. Aqui estão algumas dicas práticas para se proteger:
- Desconfie de ofertas muito boas para ser verdade. Golpistas costumam apelar para o senso de urgência ou oportunidades imperdíveis.
- Verifique a autenticidade dos pedidos de ajuda. Ligue diretamente para a pessoa ou instituição envolvida.
- Não clique em links suspeitos. Mesmo que pareçam vir de contatos conhecidos, eles podem ter sido hackeados.
- Utilize sistemas de autenticação em dois fatores. Essa medida dificulta o acesso indevido às suas contas.
- Eduque pessoas próximas, especialmente idosos. Compartilhe informações sobre golpes recentes e como identificá-los.
Os números alarmantes de prejuízos causados por golpes com Pix e boletos falsos evidenciam a necessidade de conscientização e cautela ao lidar com transações digitais. A tecnologia trouxe praticidade, mas também exige atenção redobrada.
Combater essas fraudes depende tanto de ações governamentais quanto de um comportamento preventivo por parte dos cidadãos.
A crescente sofisticação dos golpistas exige atenção redobrada dos brasileiros. Informar-se e adotar medidas de segurança é essencial para minimizar os riscos e evitar prejuízos financeiros. Fique alerta!
Imagem: releon8211 / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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