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MEI, fique atento: golpes comuns no início do ano podem causar grandes perdas

Golpes contra MEI aumentam no início do ano com falsas cobranças, empréstimos enganosos e sites falsos. Saiba quais são os principais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
MEI

Com mais de 13 milhões de microempreendedores individuais (MEI) ativos no Brasil, o país concentra hoje mais da metade das empresas abertas nesse regime. O dado reforça a relevância do MEI para a economia nacional, especialmente como alternativa de geração de renda em meio a cenários econômicos desafiadores.

Segundo informações citadas pelo Sebrae, cerca de 27% dos pequenos negócios são chefiados por pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família.

É justamente nesse período que criminosos intensificam fraudes contra microempreendedores, aproveitando o aumento de obrigações, pagamentos e processos de regularização comuns nos primeiros meses do calendário.

Tentativas de fraude

Leia mais: Nova regra muda pagamentos de MEIs: entenda o impacto!

O começo do ano costuma ser marcado por uma série de compromissos financeiros obrigatórios para quem atua como MEI. Pagamentos de tributos, organização de pendências e planejamento financeiro criam um ambiente propício para golpes.

Criminosos se aproveitam da urgência, da desinformação e até do medo de irregularidades para simular comunicações oficiais, induzindo o empreendedor a pagar boletos indevidos ou fornecer dados pessoais e bancários.

De acordo com a Ouvidoria do Sebrae, a maioria das fraudes registradas tem como objetivo retirar dinheiro diretamente dos microempreendedores, seja por meio de cobranças falsas, seja por ofertas enganosas de serviços e crédito.

Golpes mais comuns aplicados

A Ouvidoria do Sebrae reúne relatos de atendimentos realizados em todo o país e aponta quatro tipos de golpes como os mais frequentes no universo do microempreendedor individual.

Golpe da DAS-MEI falsa

Entre as fraudes mais recorrentes está o golpe envolvendo o Documento de Arrecadação do Simples Nacional.

Criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou aplicativos de conversa com links para sites falsos. Nessas páginas, o empreendedor é informado de que teria direito a descontos ou condições especiais para pagamento da guia mensal.

Como funciona o golpe

Os sites fraudulentos simulam páginas oficiais, com cores, logotipos e linguagem semelhantes às utilizadas por órgãos públicos. Ao acessar o link, o MEI é induzido a gerar um boleto que, na prática, não tem qualquer relação com a Receita Federal.

O pagamento acaba sendo direcionado diretamente aos golpistas.

Canais seguros para emissão

A guia pode ser emitida de forma segura por meio de:

  • Portal do Sebrae
  • Portal do Empreendedor
  • Aplicativo MEI, da Receita Federal
  • Aplicativo Meu Sebrae

Além disso, o Sebrae informa que seus clientes recebem comunicados oficiais com a data correta de vencimento da guia, reduzindo a necessidade de buscar links externos.

Golpes via WhatsApp ou e-mail

Outro tipo de fraude bastante comum ocorre por meio de mensagens enviadas por WhatsApp ou e-mails. Nesse golpe, os criminosos afirmam que o MEI precisa se associar a sindicatos, entidades ou organizações para continuar exercendo suas atividades.

Estratégia usada pelos golpistas

As mensagens costumam adotar tom de urgência, alegando que o não pagamento resultaria em multas, bloqueio do CNPJ ou perda do enquadramento.

O que diz a regra oficial

Não existe qualquer obrigação de filiação a entidades, sindicatos ou associações para atuar como MEI. Esse tipo de cobrança é indevida.

Cuidados ao receber esse tipo de contato

O empreendedor deve:

  • Verificar a origem do remetente
  • Desconfiar de mensagens com tom alarmista
  • Evitar clicar em links desconhecidos
  • Conferir se o e-mail pertence a domínios institucionais oficiais

Comunicações legítimas não exigem pagamentos para manutenção do enquadramento como MEI.

Ofertas enganosas de empréstimos

O início do ano também é um período em que muitos pequenos negócios buscam crédito para capital de giro, compra de mercadorias ou investimentos. Esse cenário amplia o risco de exposição a golpes relacionados à oferta de empréstimos.

Promessas irreais chamam atenção

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Empreendedores relatam receber propostas de crédito com liberação imediata, juros muito abaixo do mercado e ausência de exigências. Em muitos casos, os golpistas solicitam pagamento antecipado de taxas para liberar o empréstimo.

Após o pagamento, o dinheiro prometido nunca é depositado.

Como se proteger de fraudes de crédito

A recomendação é buscar financiamento apenas em instituições conhecidas, como bancos e cooperativas de crédito reconhecidas.

Sempre que possível, o contato deve ser feito presencialmente ou por canais oficiais das instituições financeiras.

FAQ

Como saber se um boleto é verdadeiro?

O DAS-MEI deve ser emitido apenas por portais e aplicativos oficiais do governo ou do Sebrae. Boletos recebidos por links desconhecidos devem ser evitados.

O MEI é obrigado a pagar associação ou sindicato?

Não. Não existe qualquer exigência de filiação para atuar como MEI.

A formalização do MEI é gratuita?

Sim. O cadastro é totalmente gratuito e feito exclusivamente pelo Gov.br.

Considerações finais

O início do ano exige atenção redobrada, já que a concentração de pagamentos e regularizações cria oportunidades para criminosos aplicarem fraudes.

A informação continua sendo a principal aliada do microempreendedor para proteger seu negócio, sua renda e sua tranquilidade financeira.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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