Nos últimos anos, empresas em todo o mundo têm enfrentado uma nova ameaça: golpes de deepfake criados por inteligência artificial.
Empresas brasileiras sob ameaça: golpes de deepfake em reuniões e ligações
Descubra como empresas brasileiras podem se proteger de golpes de deepfake e evite prejuízos milionários. Saiba mais!
No Brasil, o aumento dessas fraudes tem sido expressivo, colocando companhias de todos os setores em alerta máximo. Reuniões virtuais falsas e vozes clonadas de executivos estão sendo usadas para enganar funcionários e causar prejuízos milionários.
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Crescimento das Fraudes com Deepfake

Em 2024, um caso chocou o mundo corporativo: um funcionário de uma empresa de tecnologia transferiu milhões de dólares após uma videoconferência com colegas e o diretor financeiro. A vítima não sabia que todos os participantes, exceto ele, eram deepfakes gerados por inteligência artificial com aparência e comportamento extremamente realistas.
Segundo o SecureWorld, a popularização de IAs capazes de criar imagens e vozes sofisticadas aumentou significativamente o risco de fraudes desse tipo. Hoje, esses ataques se tornaram uma ameaça real, capaz de atingir qualquer empresa com funcionários que possuam acesso a informações sensíveis ou fundos corporativos.
Fraudes Criadas por Inteligência Artificial Estão Mais Realistas
Os golpes de deepfake não se limitam apenas a imagens falsas. A clonagem de vozes e a personificação de executivos são cada vez mais comuns, tornando extremamente difícil para os funcionários identificarem se uma solicitação é legítima.
Conforme relatou Brian Long, diretor-executivo da Adaptive Security, os casos de deepfakes nos Estados Unidos já ultrapassaram 105 mil ataques, enquanto no Brasil houve um crescimento de 822%, tornando esses golpes cinco vezes mais frequentes do que nos EUA.
“Há um ano, talvez um em cada dez executivos de segurança tivesse visto um ataque desse tipo. Hoje, esse número está perto de cinco em cada dez”, afirmou Long ao Wall Street Journal.
Como Funcionam os Golpes de Deepfake
O modus operandi desses golpes segue um padrão sofisticado:
Seleção do Alvo
Funcionários com acesso privilegiado, como gerentes financeiros, assistentes executivos e engenheiros de software sênior, são os principais alvos.
Contato Inicial
O golpista realiza uma ligação ou videoconferência se passando por um CEO ou outro executivo de alto escalão, geralmente abordando assuntos urgentes como fusões, aquisições ou negócios de alto risco.
Reunião Virtual Falsa
Durante a videoconferência, os golpistas utilizam imagens geradas por IA para personificar o executivo ou colegas de trabalho, incluindo a clonagem da voz, tom e sotaque em quase tempo real.
Solicitação Fraudulenta
A vítima é instruída a realizar transferências financeiras, enviar dados corporativos ou clicar em links maliciosos, acreditando estar cumprindo ordens legítimas de seus superiores.
“Esses ataques funcionam porque exploram a forma como os humanos operam. Uma vez que a confiança é estabelecida, mesmo que brevemente, os invasores podem solicitar ações que parecem legítimas”, explica Margaret Cunningham, diretora de segurança e estratégia de IA da Darktrace.
Casos Notórios de Golpes de Deepfake
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no Reino Unido, envolvendo a empresa de engenharia Arup, que transferiu US$ 25 milhões para golpistas em 2024 após uma reunião com executivos criados por inteligência artificial. Este episódio reforça a necessidade urgente de protocolos de segurança cibernética em empresas de todos os tamanhos.
Estratégias para Reduzir Riscos
Com a evolução constante da tecnologia, detectar golpes de deepfake se tornou cada vez mais desafiador. No entanto, algumas práticas podem minimizar os riscos:
1. Validação de Identidade
Sempre que houver dúvida, entre em contato por canais oficiais diferentes do contato inicial. Ligue para números ou envie e-mails corporativos previamente confirmados.
2. Protocolos Internos
Estabeleça procedimentos claros para autorizações de transferências financeiras, acesso a dados confidenciais e mudanças críticas em sistemas corporativos.
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3. Educação e Treinamento
Treine funcionários para identificar sinais de fraude, como solicitações urgentes de transferências financeiras, links suspeitos ou mensagens não solicitadas.
4. Atenção a Mensagens Digitais
Evite clicar em links ou abrir anexos recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais sem verificação prévia.
5. Proteção de Dados Pessoais
Reduza o compartilhamento de informações pessoais em redes sociais, pois golpistas podem utilizar esses dados para criar deepfakes ainda mais convincentes.
6. Atualizações Constantes
Mantenha sistemas, aplicativos e antivírus sempre atualizados para reduzir vulnerabilidades exploráveis por cibercriminosos.
Papel da Tecnologia na Prevenção

Apesar do risco crescente, a própria tecnologia pode ser uma aliada. Softwares de detecção de deepfakes, autenticação multifatorial e monitoramento de atividades suspeitas em redes corporativas são ferramentas essenciais para a proteção de empresas.
A implementação de soluções de segurança cibernética baseada em IA permite que empresas identifiquem padrões anormais de comportamento, prevenindo transferências financeiras indevidas e acessos não autorizados.
Conclusão
Os golpes de deepfake representam uma ameaça crescente e sofisticada para empresas brasileiras. A combinação de imagens e vozes falsas, criadas por inteligência artificial, exige atenção redobrada e protocolos de segurança bem estruturados.
Empresas devem investir em educação, tecnologia e práticas de validação rigorosas para proteger seus funcionários, ativos e informações confidenciais. Entender os riscos e agir preventivamente é a chave para evitar prejuízos milionários e garantir a segurança corporativa em um cenário cada vez mais digital e vulnerável.
Imagem: Canva
