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Golpistas fingem ser enfermeiros para internar idosa e vender sua casa

Golpistas se passaram por enfermeiros para enviar uma idosa a uma instituição de saúde mental; o objetivo era vender a casa da mulher.

Gabriela SchulzPor Gabriela Schulz2 min de leitura
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Uma idosa foi vítima de um golpe inusitado na cidade de São Paulo. A casa onde ela morava, na zona oeste da capital, foi invadida por bandidos que se passavam por enfermeiros. Ela foi levada pelos criminosos até uma clínica no município de Santa Isabel e internada à força, depois de os golpistas alegarem possuir um mandado judicial.

A mulher, que preferiu não ser identificada, falou a uma reportagem da RecordTV que vivia no imóvel há aproximadamente 20 anos. Ela conta que dividia a casa com uma amiga doente de quem cuidava. A amiga acabou por vir a óbito e a idosa ficou com a casa para ela.

O plano dos golpistas

O objetivo do crime era tirar a idosa da casa, avaliada em mais de R$ 1 milhão, para vendê-la. A mulher relatou que uma ambulância estacionou no lado de fora de sua casa e os homens arrombaram sua porta. Eles afirmaram que tinham ordens da justiça para levá-la até uma instituição de saúde para a realização de alguns exames.

A mulher então foi alocada na clínica, que os impostores haviam pago antecipadamente, com o intuito de ali ser deixada por ao menos três meses. Os funcionários do local, entretanto, perceberam que ela não tinha nenhum problema mental (o que foi alegado pelos golpistas).

Equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) foram resgatar a mulher após investigação de um vizinho. O vizinho em questão é policial e suspeitou da ausência da mulher.

Um homem, identificado como Rodrigo Nascimento Martins, apareceu afirmando ser o novo proprietário do imóvel. O que ele contou foi que comprou a casa de um “vigia da rua” pelo valor de R$ 20 mil.

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O vigia disse que a antiga dona (falecida) havia prometido a casa para ele. O homem não possuía nenhum documento que confirmasse as alegações.

Imagem: PopTika/shutterstock.com

Gabriela Schulz

Autor

Gabriela Schulz

Jornalista | Redatora | Editora de vídeo. Porto Alegre - RS

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