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Golpistas que “vendem” ouro estão sendo investigados pela PF

O esquema ilegal de comércio de ouro e de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 300 milhões ao longo de cinco anos.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Golpistas que "vendem" ouro estão sendo investigados pela PF

Esquema ilegal de comércio de ouro e de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 300 milhões ao longo de cinco anos. Foi o que a Polícia Federal conseguiu identificar a partir da prisão de um homem investigado por tráfico de drogas.

Durante a análise da movimentação financeira do homem detido com drogas, os investigadores puderam chegar a uma joalheria de Roraima. De acordo com a PF, o estabelecimento era utilizado para encobrir a origem ilícita de parte da quantia obtida com a venda ilegal de ouro em 20 estados.

Esquema ilegal de comércio de ouro: polícia cumpriu 18 mandados de busca e apreensão

Com base no que foi apontado pela investigação preliminar, a polícia deflagrou na última quinta-feira (20) a operação Gold Rush. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos seguintes estados:

  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Minas Gerais;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • São Paulo.

Além dos mandados nos estados, a 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima também determinou o bloqueio de mais de R$ 118 milhões que pertenciam aos investigados pela polícia do estado.

Se confirmados os crimes de lavagem de dinheiro, contrabando, extração ilegal de recursos minerais e usurpação de bens da União, as pessoas envolvidas podem ser condenadas a pagar multa e cumprir penas que podem passar de 20 anos de prisão.

Como funcionava o esquema que vendia ouro ilegal 

De acordo com a PF, uma parte do ouro, que era comercializado pelos investigados, foi extraído de garimpos ilegais em Roraima. Já a outra parte do metal nobre chegava ao país irregularmente, vindo da Venezuela. 

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Os suspeitos, então, para ocultar a origem ilícita do ouro venezuelano, faziam simulações de compra de pequenas quantidades do metal de imigrantes venezuelanos recém-chegados ao país, que buscavam melhores condições de vida.

A PF ainda apura se, além das empresas de fachada, estabelecimentos devidamente regularizados também não estão envolvidos no esquema. Entre esses negócios está uma prestadora de serviços de limpeza urbana que teria movimentado milhões para alvos da investigação.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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