Uma brecha de segurança criada por um driver da Intel, usado para diagnosticar conexões, foi explorada por cibercriminosos do grupo Scattered Spider, assim, utilizando-a para aplicar golpes. Em dezembro de 2022, a CrowdStrike, empresa de segurança cibernética, identificou e combateu os ataques.
Golpistas utilizam driver da Intel para cometer crimes: veja!
Grupo de cibercriminosos agiu no final de 2022 e foi combatido por empresa de segurança. Entenda como o driver da Intel foi usado!
Os golpistas tentaram implantar um driver malicioso por meio de uma vulnerabilidade no Intel Ethernet, explorando deficiências do Windows e vulnerabilidades inerentes ao BYOD. A sigla significa, em inglês, “Bring Your Own Device” — ou “Traga seu próprio dispositivo”, em português.
A expressão faz referência às políticas de corporações, que permitem que seus funcionários usem aparelhos e dispositivos particulares para trabalhar. Segundo o blog da CrowdStrike, além de explorar a desatualização do driver da Intel, o bando usou outras ferramentas na ação.
Driver da Intel foi usado para atacar operadoras móveis
Ainda de acordo com a empresa de segurança cibernética, a campanha da Scattered Spider tinha como objetivo final obter acesso a redes de operadoras móveis. Assim, organizações dos setores de telecomunicações e terceirização de processos de negócios (BPO) foram os alvos centrais.
Os cibercriminosos buscavam desabilitar a visibilidade dos produtos de segurança usados pelas empresas atacadas, bem como seus demais recursos de prevenção. Isso abriria margem para roubo e venda de dados.
Para isso, o grupo instalou um programa malicioso, disfarçado de software legítimo, em um driver da Intel. Segundo o “Canal Tech”, embora a empresa tenha liberado uma correção em 2015, a instalação direta do driver ainda possibilita a implementação de versões anteriores.
Medidas de segurança
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A CrowdStrike também citou algumas medidas eficazes contra esse tipo de ataque. Entre elas estão o uso da versão mais recente do Windows 10 e de sistemas avançados que detectem ataques através da vulnerabilidade de dispositivos pessoais.
Supervisionar o tráfego e uso dos computadores pelos funcionários também auxilia empresas a identificar rapidamente golpes, como o que explorou o driver da Intel.
Imagem: Dmytro Tyshchenko / shutterstock.com
