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Play Store deleta mais de 70 aplicativos identificados como maliciosos

Google remove 77 apps maliciosos da Play Store com 19 mi downloads após alerta da Zscaler sobre trojans Anatsa, Joker, maskware e adware.

Bianca BorgesPor Bianca Borges5 min de leitura
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Nos últimos meses, a segurança na Google Play Store voltou a ser tema de preocupação global.

Um levantamento recente da empresa de segurança na nuvem Zscaler revelou uma nova onda de malwares altamente sofisticados disfarçados de aplicativos legítimos, acumulando mais de 19 milhões de downloads.

Após o alerta, a Google tomou medidas rápidas e removeu 77 desses apps maliciosos da sua plataforma.

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A análise da Zscaler: o que foi descoberto

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Imagem: R-region / Pixabay.com

A Zscaler identificou uma série de técnicas avançadas usadas pelos criadores desses aplicativos para burlar os sistemas de detecção da Google. Muitos dos apps se apresentavam como ferramentas utilitárias ou aplicativos de personalização, passando uma falsa sensação de segurança para os usuários.

Quais tipos de malwares foram encontrados?

Entre os aplicativos maliciosos detectados, cerca de 66% eram adwares, que exibem publicidade intrusiva e podem coletar dados do usuário sem permissão.

No entanto, o malware mais perigoso encontrado foi o Joker, presente em 25% dos apps, conhecido por sua capacidade de interceptar mensagens, roubar contatos e inscrever vítimas em serviços pagos sem consentimento.

Além disso, um número menor de apps utilizava técnicas chamadas de maskware. Esses malwares se disfarçam para evitar a detecção, e, embora pareçam exibir anúncios, roubam dados sensíveis, incluindo credenciais bancárias e localização.

O trojan Anatsa: um dos grandes vilões da nova onda

Um destaque preocupante do relatório é a presença da versão mais recente do trojan Anatsa, que desde 2020 vem evoluindo para se adaptar às defesas da Play Store.

Como o Anatsa funciona?

O trojan Anatsa se infiltra por meio de um aplicativo que se disfarça como um simples gerenciador de arquivos, batizado como “Document Reader – File Manager”.

Após a instalação, o malware é baixado em partes criptografadas que mudam constantemente de nome para evitar ser detectado. Além disso, utiliza arquivos corrompidos para confundir os antivírus.

Com permissões de acessibilidade, o Anatsa obtém controle quase total do dispositivo, podendo registrar teclas digitadas, acessar mensagens SMS, chamadas e até enviar informações furtivamente.

Impacto global do Anatsa

Segundo a Zscaler, até 831 instituições ao redor do mundo foram afetadas, incluindo bancos tradicionais e operadores de criptomoedas. A amplitude do dano mostra a gravidade da ameaça que apps maliciosos podem representar para usuários comuns e para instituições financeiras.

O que a Google fez em resposta

Após o alerta da Zscaler, a Google agiu removendo todos os 77 aplicativos identificados. Além disso, a empresa reforçou a importância do Play Protect, serviço de segurança que monitora e remove apps suspeitos automaticamente.

Como funciona o Play Protect?

O Play Protect funciona de forma contínua para escanear e analisar aplicativos instalados no dispositivo. Ao detectar qualquer comportamento suspeito, ele alerta o usuário e pode desinstalar o app automaticamente, protegendo o sistema contra malwares.

Como se proteger de apps maliciosos na Play Store

Mesmo com a atuação da Google, a segurança no Android depende muito dos próprios usuários. Seguem algumas dicas para evitar ser vítima de malwares:

1. Verifique a reputação do aplicativo

Antes de instalar qualquer app, observe o nome do desenvolvedor, as avaliações e os comentários de outros usuários. Prefira apps oficiais e com boa reputação.

2. Leia as permissões solicitadas

Analise se as permissões solicitadas fazem sentido para a função do aplicativo. Desconfie se um app simples pedir acesso a mensagens, contatos ou localização.

3. Mantenha o Play Protect ativado

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Este serviço nativo do Android ajuda a identificar e eliminar aplicativos suspeitos em tempo real.

4. Atualize o sistema e os apps

Manter seu celular e aplicativos atualizados corrige falhas de segurança conhecidas, reduzindo riscos.

5. Evite baixar apps de fontes externas

Apps fora da Play Store não passam pelo mesmo controle rigoroso e aumentam muito o risco de contaminação.

O futuro da segurança na Google Play Store

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Imagem: Reprodução

O caso dos 77 apps maliciosos removidos mostra que, apesar dos avanços, o combate a malwares é uma guerra constante. A Google continua investindo em inteligência artificial e análise comportamental para identificar novas ameaças com mais rapidez.

Novas tecnologias de detecção

Ferramentas baseadas em machine learning são usadas para analisar o comportamento dos aplicativos em tempo real, buscando padrões que indiquem risco.

Parcerias com empresas de segurança

Colaborações com especialistas externos, como a Zscaler, fortalecem a rede de defesa contra malwares, permitindo respostas rápidas a novas ameaças.

Conclusão

A remoção dos 77 aplicativos maliciosos da Google Play Store é um alerta para usuários e desenvolvedores sobre os riscos presentes até em ambientes aparentemente seguros.

A evolução de malwares como Anatsa e Joker exige atenção redobrada, além do uso das ferramentas disponíveis para proteção.

A segurança digital é uma responsabilidade compartilhada: enquanto as plataformas aprimoram seus mecanismos de defesa, cabe aos usuários adotarem boas práticas para manter seus dispositivos e dados protegidos.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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