O Governo Federal anunciou que sua plataforma de serviços digitais, mais conhecida como gov.br, está quase chegando a 70 milhões de assinaturas cadastradas e certificadas. Ou seja, uma marca de segurança para a plataforma.
Gov.br comemora 70 milhões de assinaturas e comenta uso de biometria comportamental; entenda
Mesmo com números elevados, secretário da área aponta que a quantidade de pessoas certificadas no gov.br é abaixo do ideal. Saiba mais!
Todavia, Rogério Mascarenhas, secretário do Governo Digital, informou, em entrevista ao Convergência Digital, que esse volume ainda é baixo na comparação com o número de perfis cadastrados na plataforma, que ultrapassa a casa dos 150 milhões de usuários.
Assim, Mascarenhas explica que a gestão atual está tomando medidas para aumentar os números de pessoas certificadas no gov.br. Ademais, o secretário comunicou que a plataforma também deve passar por mudanças, o que inclui a utilização da biometria comportamental.
Números do gov.br
Inicialmente, é importante frisar que gov.br é segmentado em três categorias, sendo que isso acontece segundo as informações e certificações dos usuários. Dessa forma, o governo separou a plataforma da seguinte forma:
- Bronze – nível mais baixo de certificação;
- Prata – nível médio de certificação;
- Ouro – nível elevado de certificação.
Mascarenhas argumenta, ao abordar o gov.br, que “ainda há um percentual grande de ‘bronze’ e entendemos que para efetivamente o cidadão exercer seus direitos e cumprir suas obrigações, há necessidade de assinatura ‘ouro’ e ‘prata”. Contudo, o secretário indica que há um investimento maior para que tal cenário mude.
“Estamos (o governo) investindo nisso e conseguimos um incremento de 30%. Dos 150 milhões de CPFs na plataforma, estamos nos aproximando de 70 milhões, 69,7 milhões, de pessoas com assinatura prata ou ouro”, diz ele.
Biometria comportamental
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+311 mil seguidores
Além da questão da expansão no número de usuários, Mascarenhas também deseja tornar o gov.br um ambiente mais seguro. Nesse sentido, ele informa que existe o planejamento para utilização da biometria comportamental na plataforma.
Seria uma modalidade de segurança que se baseia na análise de padrões dos usuários, comparando e verificando que existe alguma atividade suspeita. Ao abordar a tecnologia, Mascarenhas pondera que algumas instituições financeiras já a utilizam.
Por fim, o secretário destacou que o gov.br já é seguro, porém, é sempre interessante buscar evoluir nesse setor. De acordo com ele “O primeiro, já implementado, é o duplo fator de autenticação. A própria escolha do dispositivo que será autenticado também está implantado. E estamos fazendo testes com a biometria comportamental”.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
