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Governador ataca o próprio partido por negociar cargos com o governo Lula

Críticas do governador foram destinadas às barganhas de seu partido com o atual governo e ao papel do Congresso nesses movimentos.

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Imagem de Lula com a haste de um óculos no lábio

Em entrevista concedida ao UOL, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou a atitude de membros de seu partido. Segundo ele, os integrantes estão realizando acordos com o governo Lula para conseguir cargos em ministérios.

Ele afirmou que não faz isso em seu estado e chamou o movimento de “fisiologismo histórico da política brasileira”. Mendes ainda destacou que o próprio presidente da República deveria escolher quem irá fazer parte de sua equipe, sem levar em consideração qualquer tipo de pressão de partidos.

Governador Mauro Mendes critica parlamentares

O governador ainda atacou os parlamentares, afirmando que eles não cumprindo suas funções. Também cobrou fiscalização dos outros membros do Congresso Nacional.

“O parlamento tem um papel importante: tem que fiscalizar, aprovar as leis, tem que fazer um bom debate. Não tem que ficar comprando ou barganhando apoio fazendo distribuição de cargos, discordo disso. Ter indicações políticas não é errado, mas não podemos entrar nesse fisiologismo”, disse.

Vale citar que, para aprovar propostas e ementas, as votações sempre têm que passar pela Casa. Com isso, integrantes do governo em exercício entram em contato com os parlamentares, buscando convencê-los a votar a favor de seus projetos. Em troca, são oferecidos cargos no Executivo, como o de ministros ou secretários.

Reforma tributária

O governador Mauro Mendes ainda falou sobre a reforma tributária, aprovada pela Câmara na semana passada. Ele se mostrou satisfeito com a implementação da proposta, que foi criticada por Jair Bolsonaro, seu aliado.

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Nesse sentido, ele destacou que seu compromisso é com a população de seu estado, e não com o ex-presidente, e que a posição desse em relação à reforma estava equivocada.

“Não podemos ficar contra coisas boas para o Brasil só por estar em um partido de oposição. Isso é um equívoco grande, é desrespeito ao cidadão, ao eleitor brasileiro e todos nós”, finalizou Mendes.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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