Os trabalhadores de um estado podem estar para comemorar uma boa novidade. O que não é à toa, afinal, a Assembleia Legislativa está analisando um texto que possibilita o aumento do salário mínimo em 9%.
Governador encaminha e salário mínimo pode subir nos próximos dias
Entenda o que falta para aprovação do salário mínimo e qual será o valor do novo piso salarial. Saiba mais sobre.
No caso, Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, encaminhou no final da última semana um Projeto de Lei que possibilita esse aumento no salário base, ou piso regional, da unidade federativa.
Assim, caso a Assembleia aprove o PL, os profissionais do estado terão o aumento no salário mínimo. Ademais, a lei também prevê uma mudança na data de reajuste do piso regional, isto é, o período em que o Estado faz a correção do valor, que passaria de fevereiro para maio, com correção.
Mudança no salário mínimo
Conforme o Projeto de Lei encaminhado por Lei, o texto define uma mudança de 9% no salário mínimo dos profissionais do Rio Grande do Sul. Assim, esse montante passaria de R$1443,94 para R$1573,89. Ou seja, a primeira faixa do piso teria um acréscimo de R$129,95.
Vale destacar que o texto da lei indica um aumento acima da inflação acumulada dos últimos 12 meses, levando em consideração até janeiro de 2023. A título de comparação, o Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC) no período somou 5,71%.
Inclusive, o governo do estado utilizou a seguinte justificativa para o aumento do salário mínimo: “o reajuste ora proposto se recompõe parcialmente o piso regional ante os efeitos da inflação e se preserva a competitividade do Estado em relação aos demais entes federados com características socioeconômicas semelhantes ao Rio Grande do Sul”.
Detalhes do piso regional
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Diferente do que ocorrem em outras regiões do Brasil, o salário mínimo do Rio Grande do Sul é dividido em cinco faixas, sendo que esse montante incide sobre a remuneração de profissionais do Estado e de categorias cujo reajuste não é definido por convenções ou acordos coletivos.
Por fim, vale destacar que o governo anunciou a mudança no salário mínimo no fim de maio. Contudo, representantes da classe trabalhadora desejam uma alta acima de 15%, enquanto o empresariado defende o fim do piso regional.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com
