Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Governo prevê até 60 dias de auxílio-doença sem avaliação médica

Governo amplia para 60 dias o auxílio-doença sem perícia médica, mas medida é temporária e pode voltar a 30 dias.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Auxílio-doença

O governo federal anunciou uma alteração temporária na concessão do auxílio por incapacidade temporária, popularmente conhecido como auxílio-doença, que amplia de 30 para 60 dias o período em que o benefício pode ser concedido com base apenas em atestado médico, sem a necessidade de perícia presencial realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Essa medida, que está em vigor por meio de portaria assinada recentemente, visa flexibilizar os processos administrativos, porém permanece condicionada à aprovação definitiva da Medida Provisória (MP) que regula o tema.

Leia mais: INSS limita auxílio via Atestmed a 30 dias corridos

Contexto: o que mudou na regra do auxílio-doença?

auxílio-doença
Imagem: Andrei_R / shutterstock.com

Antes da publicação da MP, o prazo máximo para o auxílio-doença ser concedido somente com atestado médico era de até 180 dias, sem necessidade de avaliação presencial. Com a MP editada pelo governo, esse período foi reduzido para apenas 30 dias. A expectativa do governo era de gerar uma economia significativa, estimada em cerca de R$ 1,2 bilhão em 2025 e R$ 2,6 bilhões em 2026, ao reduzir o tempo de concessão simplificada do benefício.

Entretanto, diante das críticas e da necessidade de ajustar o equilíbrio entre economia e garantia de direitos, o governo flexibilizou essa regra. A portaria assinada pelo ministro da Previdência Social e pelo presidente do INSS amplia temporariamente esse prazo para 60 dias de auxílio concedido apenas com base no atestado médico, dispensando a perícia presencial.

Prazo temporário e o futuro da medida provisória

Essa ampliação para 60 dias não é definitiva: ela vale somente durante o período em que a MP estiver vigente, ou seja, pelos próximos 120 dias. Caso o Congresso Nacional aprove o texto da MP dentro desse prazo, o limite volta a ser o original estipulado no documento, de 30 dias.

Isso significa que o prazo de 60 dias funciona como uma regra temporária, criada para atender a demandas imediatas no sistema do INSS e evitar atrasos ou acúmulos excessivos no atendimento de perícias médicas.

Economia prevista e desafios para o INSS

Ao reduzir a obrigatoriedade da perícia médica presencial para um prazo maior, o governo busca diminuir os custos e agilizar o atendimento dos segurados. A perícia tradicional, além de ser onerosa, sofre com o acúmulo de processos e filas de espera, o que impacta diretamente o tempo de concessão dos benefícios.

Por isso, ampliar o período em que o auxílio-doença pode ser concedido somente com o atestado médico é visto como uma forma de dar maior fluidez aos serviços do INSS, ao mesmo tempo que mantém algum controle sobre o benefício.

Limites e condições para a concessão do benefício

É importante destacar que o auxílio-doença concedido com base apenas no atestado médico só é válido dentro do limite estipulado pela portaria (60 dias temporários). Passado esse prazo, o segurado deve obrigatoriamente passar pela perícia médica para avaliar a continuidade do benefício.

Assim, a perícia médica presencial continua sendo um instrumento fundamental para o controle da concessão e renovação do auxílio por incapacidade, garantindo que o benefício seja direcionado a quem realmente necessita.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Repercussão e perspectivas futuras

médica segurando um cofrinho de porquinho
Imagem: Stock-Asso / Shutterstock.com

Especialistas e representantes dos trabalhadores acompanham com atenção as mudanças no auxílio-doença, pois impactam diretamente na garantia de direitos e no acesso à proteção social. Enquanto o governo busca economizar e agilizar o sistema, há o desafio de equilibrar essas metas com a necessidade de assegurar a correta análise médica e evitar fraudes ou concessões indevidas.

O debate sobre o prazo ideal para concessão do auxílio sem perícia deve continuar no Congresso, sobretudo enquanto a MP estiver em vigor, podendo resultar em novas alterações nas regras.

Conclusão: flexibilização temporária para acelerar atendimento

A ampliação para 60 dias do período em que o auxílio-doença pode ser concedido sem perícia médica reflete uma tentativa do governo de melhorar a eficiência do INSS diante dos desafios administrativos. Ainda que temporária, essa medida pode aliviar o sistema e beneficiar segurados que aguardam atendimento, mas sua continuidade dependerá da aprovação definitiva da Medida Provisória pelo Legislativo.

Para os segurados, o fundamental é ficar atento aos prazos e às exigências para renovação do benefício, além de acompanhar possíveis alterações legais que possam impactar seus direitos.

Com informações de: G1

Pode ser do seu interesse:

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados