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Governo anuncia necessidade de cortes de R$ 27 bilhões para equilíbrio fiscal

Governo federal precisará cortar R$ 27 bilhões no último trimestre de 2025 para alcançar déficit zero. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O governo federal precisará realizar cortes de R$ 27 bilhões no último trimestre de 2025 para alcançar a meta de déficit fiscal zero. A avaliação é da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, que monitorou o desempenho das contas públicas até setembro deste ano.

Déficit primário e cenário atual

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Imagem: rafastockbr/ Shutterstock

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De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, o governo acumulou um déficit primário de mais de R$ 100 bilhões até setembro. O déficit primário representa a diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo os juros da dívida pública.

Arrecadação prejudicada

O estudo da IFI aponta que a compensação tributária prevista não foi aprovada pelo Congresso, o que resultou em uma perda estimada de R$ 10 bilhões na arrecadação. Esse cenário compromete ainda mais a meta de equilíbrio fiscal estipulada para o ano.

Impacto da compensação não aprovada

A compensação tributária tinha como objetivo neutralizar parte da perda de receita provocada por medidas de isenção fiscal, incluindo o projeto de redução do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Com a não aprovação, o governo perde uma importante fonte de receita.

Economia em programas sociais

Apesar das dificuldades de arrecadação, o relatório indica que o governo vem conseguindo reduzir despesas em algumas áreas. Um exemplo é o Programa Bolsa Família, que registrou uma diminuição de 8,5% em relação a 2024, devido à redução de mais de 1,5 milhão de famílias atendidas.

Bolsa Família: redução de gastos

A diminuição no número de beneficiários contribui para a economia, mas também gera impactos sociais, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade. Para a IFI, essas economias são essenciais para auxiliar o governo no cumprimento da meta de déficit zero.

Mudanças na tributação e perda de arrecadação

Outra frente de desafio para o governo está relacionada às mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados. Alterações propostas pelo relator, deputado Arthur Lira, e pelo plenário da Casa, reduziram a compensação esperada pelo governo com a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Estimativa de perda com a isenção

Segundo a IFI, a mudança na tributação dos mais ricos deve resultar em uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 9 bilhões. Mesmo assim, o órgão afirma que a proposta ainda pode se manter fiscalmente neutra, dependendo das definições finais no Senado Federal.

Proposta em discussão no Senado

O texto da isenção do IR ainda está em tramitação no Senado, e os parlamentares podem ajustar pontos que influenciem diretamente a arrecadação federal. O resultado dessas negociações será determinante para o equilíbrio fiscal do governo.

Desafios do reequilíbrio fiscal

Caixa governo
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Para a Instituição Fiscal Independente, o reequilíbrio das contas públicas continua sendo o maior desafio do governo federal. A combinação de déficit elevado, perda de arrecadação e necessidade de corte de despesas exige medidas rigorosas e planejamento estratégico.

Estratégias possíveis

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Entre as medidas possíveis para atingir a meta de déficit zero estão cortes em programas não obrigatórios, revisão de gastos administrativos e ajustes em políticas de compensação fiscal. A implementação dessas medidas, no entanto, enfrenta resistência política e impactos sociais significativos.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Por que o governo precisa cortar R$ 27 bilhões?
O corte é necessário para que o governo atinja a meta de déficit fiscal zero em 2025, diante do déficit primário acumulado e da perda de arrecadação.

2. O que é déficit primário?
Déficit primário é a diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo os gastos com juros da dívida pública.

3. Como a não aprovação da compensação tributária impacta o orçamento?
Sem a compensação, o governo perde cerca de R$ 10 bilhões de arrecadação, aumentando a necessidade de cortes em outras áreas.

4. Quais programas sociais estão sendo afetados?
O Programa Bolsa Família registrou uma redução de 8,5% nos beneficiários, o que gerou economia para o governo, mas impacto social em regiões vulneráveis.

5. A proposta de isenção de IR ainda pode afetar a arrecadação?
Sim. Alterações na Câmara reduziram a arrecadação estimada em R$ 9 bilhões, mas a proposta ainda está em discussão no Senado e pode se tornar fiscalmente neutra.

6. O que significa fiscalmente neutra?
Uma medida é fiscalmente neutra quando não gera impacto negativo nas contas públicas, ou seja, não altera significativamente a arrecadação ou despesas do governo.

Considerações finais

Em suma, o reequilíbrio fiscal é uma tarefa complexa que exige decisões estratégicas, transparência e diálogo constante entre governo, legislativo e cidadãos, para garantir sustentabilidade econômica e justiça social.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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