O governo federal precisará realizar cortes de R$ 27 bilhões no último trimestre de 2025 para alcançar a meta de déficit fiscal zero. A avaliação é da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, que monitorou o desempenho das contas públicas até setembro deste ano.
Governo anuncia necessidade de cortes de R$ 27 bilhões para equilíbrio fiscal
Governo federal precisará cortar R$ 27 bilhões no último trimestre de 2025 para alcançar déficit zero. Saiba mais!
Déficit primário e cenário atual

Leia mais: Concurso Câmara dos Deputados 2025: vagas, salários e como garantir sua aprovação
De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, o governo acumulou um déficit primário de mais de R$ 100 bilhões até setembro. O déficit primário representa a diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo os juros da dívida pública.
Arrecadação prejudicada
O estudo da IFI aponta que a compensação tributária prevista não foi aprovada pelo Congresso, o que resultou em uma perda estimada de R$ 10 bilhões na arrecadação. Esse cenário compromete ainda mais a meta de equilíbrio fiscal estipulada para o ano.
Impacto da compensação não aprovada
A compensação tributária tinha como objetivo neutralizar parte da perda de receita provocada por medidas de isenção fiscal, incluindo o projeto de redução do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Com a não aprovação, o governo perde uma importante fonte de receita.
Economia em programas sociais
Apesar das dificuldades de arrecadação, o relatório indica que o governo vem conseguindo reduzir despesas em algumas áreas. Um exemplo é o Programa Bolsa Família, que registrou uma diminuição de 8,5% em relação a 2024, devido à redução de mais de 1,5 milhão de famílias atendidas.
Bolsa Família: redução de gastos
A diminuição no número de beneficiários contribui para a economia, mas também gera impactos sociais, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade. Para a IFI, essas economias são essenciais para auxiliar o governo no cumprimento da meta de déficit zero.
Mudanças na tributação e perda de arrecadação
Outra frente de desafio para o governo está relacionada às mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados. Alterações propostas pelo relator, deputado Arthur Lira, e pelo plenário da Casa, reduziram a compensação esperada pelo governo com a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Estimativa de perda com a isenção
Segundo a IFI, a mudança na tributação dos mais ricos deve resultar em uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 9 bilhões. Mesmo assim, o órgão afirma que a proposta ainda pode se manter fiscalmente neutra, dependendo das definições finais no Senado Federal.
Proposta em discussão no Senado
O texto da isenção do IR ainda está em tramitação no Senado, e os parlamentares podem ajustar pontos que influenciem diretamente a arrecadação federal. O resultado dessas negociações será determinante para o equilíbrio fiscal do governo.
Desafios do reequilíbrio fiscal

Para a Instituição Fiscal Independente, o reequilíbrio das contas públicas continua sendo o maior desafio do governo federal. A combinação de déficit elevado, perda de arrecadação e necessidade de corte de despesas exige medidas rigorosas e planejamento estratégico.
Estratégias possíveis
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Entre as medidas possíveis para atingir a meta de déficit zero estão cortes em programas não obrigatórios, revisão de gastos administrativos e ajustes em políticas de compensação fiscal. A implementação dessas medidas, no entanto, enfrenta resistência política e impactos sociais significativos.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Por que o governo precisa cortar R$ 27 bilhões?
O corte é necessário para que o governo atinja a meta de déficit fiscal zero em 2025, diante do déficit primário acumulado e da perda de arrecadação.
2. O que é déficit primário?
Déficit primário é a diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo os gastos com juros da dívida pública.
3. Como a não aprovação da compensação tributária impacta o orçamento?
Sem a compensação, o governo perde cerca de R$ 10 bilhões de arrecadação, aumentando a necessidade de cortes em outras áreas.
4. Quais programas sociais estão sendo afetados?
O Programa Bolsa Família registrou uma redução de 8,5% nos beneficiários, o que gerou economia para o governo, mas impacto social em regiões vulneráveis.
5. A proposta de isenção de IR ainda pode afetar a arrecadação?
Sim. Alterações na Câmara reduziram a arrecadação estimada em R$ 9 bilhões, mas a proposta ainda está em discussão no Senado e pode se tornar fiscalmente neutra.
6. O que significa fiscalmente neutra?
Uma medida é fiscalmente neutra quando não gera impacto negativo nas contas públicas, ou seja, não altera significativamente a arrecadação ou despesas do governo.
Considerações finais
Em suma, o reequilíbrio fiscal é uma tarefa complexa que exige decisões estratégicas, transparência e diálogo constante entre governo, legislativo e cidadãos, para garantir sustentabilidade econômica e justiça social.
