De acordo com informações do Ministério de Planejamento e Orçamento e Ministério da Fazenda, o governo tem uma péssima notícia para população. Isso porque a expectativa de rombo nas contas públicas neste ano é pior do que o imaginado.
Governo anuncia péssima notícia; entenda o que aconteceu
De acordo com Ministério de Planejamento e Orçamento e Ministério da Fazenda, o rombo nas contas públicas é pior do que o imaginado. Veja!
A projeção, feita em março deste ano, estava em um rombo de R$107,6 bilhões. Entretanto, o déficit primário agora esperado é de R$136,2 bilhões. Déficit primário é o que acontece quando as despesas ficam acima das receitas, mas sem considerar os gastos com juros de dívidas públicas.
Qual é o impacto dessa péssima notícia?
Essa péssima notícia conta no relatório de receitas e despesas do orçamento do segundo bimestre do ano. Apesar de ser maior do que a projeção, o Governo Federal está autorizado pelo Congresso a ter um rombo de R$230 bilhões neste ano.
Em relação aos primeiros dois meses do ano, o aumento em despesas causou a ampliação do rombo. As dívidas estão divididas em:
- + R$3,9 bilhões em apoio a estados e municípios (Lei Paulo Gustavo);
- + R$3,9 bilhões em abono e seguro-desemprego;
- + R$6 bilhões em benefícios previdenciários;
- + R$7,3 bilhões para complementar o piso da enfermagem.
Meta fiscal do governo para 2023 e motivo da piora
O início do ano, como falamos anteriormente, iniciou com uma meta de déficit primário de R$107,6 bilhões, o equivalente a 1% do PIB brasileiro.
A péssima notícia é que a piora está focada nas despesas atreladas ao aumento do salário mínimo. Afinal, não foi só o piso que aumentou, mas todos os benefícios sociais previdenciários atrelados a ele também, como o abono salarial e o seguro-desemprego.
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Entretanto, espera-se que as receitas aumentem com dividendos e participações, além da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). No entanto, as receitas diminuirão nos casos de:
- Exploração de recursos naturais, com menos R$5,6 bilhões;
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com menos R$4,2 bilhões;
- Arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social, com menos R$4,1 bilhões;
- Imposto de importação, com menos R$3,8 bilhões.
Imagem: Vadym Pastukh / Shutterstock.com
