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Governo assegura aumento no valor das bolsas de pesquisa nos próximos meses

As bolsas, que são os salários dos pesquisadores, não recebem reajuste desde 2013.

Avatar de Liliana Luísa Liliana Luísa · · 2 min de leitura
Imagem de um jovem negro estudante segurando uma pasta azul e apoiando a outra mão da alça de sua mochila

De acordo com a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, universitários que dependam das bolsas de pesquisa receberão reajuste até junho deste ano.

Apesar de não confirmar qual será o novo valor, Luciana garante que as principais instituições de fomento à pesquisa logo serão contempladas.

Sendo assim, estudantes vinculados a programas de desenvolvimento e pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) receberão o reajuste.

A bolsa dos pesquisadores não passa por correção desde 2013. Há também a possibilidade de reajusta das bolsas de iniciação científica para graduandos.

Valor de bolsas de pesquisa perdeu 75% do poder de compra

Tanto o CNPq quanto a Capes pagam, atualmente, bolsas de pesquisa no valor de R$ 1,5 mil mensais a alunos do mestrado e R$ 2,2 mil mensais a alunos do doutorado.

Considerando a inflação, de acordo com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o reajuste deveria alcançar um aumento de 67,97% nos valores das bolsas de pesquisa.

Em um contexto ideal, portanto, universitários que cursassem o mestrado receberiam pouco mais de R$ 2,5 mil e os do doutorado deveriam receber quase R$ 3,7 mil mensais.

Para o presidente da ANPG, Vinícius Soares, o reajuste é essencial para manter os atuais pesquisadores e atrair novos. Ainda mais se considerar que 90% da pesquisa nacional se origina dos trabalhos de tais universitários.

Maior número de reajustes se deu em governos de Lula

Considerando os históricos de reajustes das bolsas de pesquisa, o período em que houve mais investimento nesta área foi durante os governos de Lula. Entre 2004 e 2008, os bolsistas receberam quatro aumentos.

Segundo a ministra Luciana, “ocorreram vários cortes no financiamento da pesquisa do país. Mas o tempo da negação da ciência acabou. A ciência voltou a ser uma prioridade nesse país”.

Em seguida, esclareceu que o governo enviará ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que vise reverter os cortes no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), autorizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Se realizada a reversão, será possível conseguir gerir melhor as finanças do setor, inclusive o valor pago em bolsas de pesquisa.

Imagem: Monkey Business Images / Shutterstock

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