O governo federal anunciou uma nova iniciativa voltada para grandes empresas brasileiras: o programa de depreciação acelerada.
A partir desta sexta-feira, 13 de setembro, empresas de 23 setores industriais poderão solicitar à Receita Federal o benefício, que permite um abatimento mais rápido de impostos relacionados à aquisição de máquinas e equipamentos. O objetivo é claro: impulsionar a modernização da indústria nacional, promover a competitividade e fortalecer o crescimento sustentável.
Depreciação Acelerada: O que é e Como Funciona

A depreciação acelerada é uma medida que permite às empresas reduzirem, de forma mais rápida, o valor dos impostos pagos sobre investimentos em bens de capital. Normalmente, a depreciação de ativos como máquinas e equipamentos é feita ao longo de vários anos. No entanto, com a nova regra, as empresas podem antecipar essa dedução fiscal, resultando em um alívio financeiro significativo no curto prazo.
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Antes da medida, a depreciação de máquinas e equipamentos ocorria de maneira proporcional ao longo de 15 anos. Com o novo programa, as empresas poderão completar esse processo em apenas dois anos, representando uma economia importante e estimula a compra de equipamentos mais modernos.
Objetivos do Programa
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa visa promover a modernização do parque industrial brasileiro. As metas são ambiciosas, mas necessárias, dado o cenário econômico atual: aumento da produtividade, maior competitividade no mercado global, sustentabilidade aprimorada e segurança operacional.
Ao acelerar o abatimento de impostos como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o governo espera que as empresas reinvistam esses recursos na expansão de suas operações e na compra de novos equipamentos.
Benefícios Diretos para as Empresas
O principal benefício para as empresas que aderirem ao programa de depreciação acelerada é a redução de sua carga tributária em um período mais curto. Isso resulta em maior fluxo de caixa disponível para investimentos. Além disso, ao modernizar seus equipamentos, as empresas podem melhorar a eficiência operacional, reduzir custos de manutenção e aumentar sua competitividade tanto no mercado interno quanto externo.
Setores Beneficiados pelo Programa
O programa de depreciação acelerada é direcionado a 23 setores da indústria. Entre os contemplados estão os setores de tecnologia, metalurgia, construção civil, automotivo, entre outros. A distribuição dos recursos será feita segundo a participação de cada setor na economia, garantindo uma alocação proporcional e evitando que grandes indústrias recebam a maioria dos benefícios.
Cada setor terá direito a uma cota de até 12% do valor total destinado ao programa. Dessa forma, o governo espera promover uma maior equidade na distribuição dos incentivos fiscais.
Cotas de Investimento por Setor
A divisão dos recursos também será feita de forma estratégica. Na primeira fase do programa, que vai até 2025, o governo prevê a liberação de R$ 3,4 bilhões em créditos fiscais.
- R$ 1,7 bilhão em 2024;
- R$ 1,7 bilhão em 2025.
O limite de 12% do total por setor foi estabelecido para evitar a concentração excessiva dos recursos em setores que já são grandes na economia brasileira, favorecendo uma distribuição mais ampla.
Impacto Esperado no Investimento Industrial
De acordo com estudos encomendados pelo Bradesco, o programa de depreciação acelerada pode resultar em investimentos adicionais de até R$ 20 bilhões no setor industrial. O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que essa medida está alinhada com os esforços do governo para impulsionar a produtividade e modernizar a indústria nacional. Ele afirmou que a iniciativa não terá impacto fiscal negativo, pois não se trata de renúncia de receita, mas de uma mudança no fluxo de arrecadação.
Sustentabilidade e Modernização
A modernização do parque industrial também traz benefícios indiretos, como a redução do consumo de energia e recursos naturais. Equipamentos mais novos tendem a ser mais eficientes e menos poluentes, o que se alinha com a agenda de sustentabilidade do governo federal.
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Alckmin enfatizou que, além de promover a competitividade e produtividade, o programa também está em consonância visando sustentabilidade. Isso é crucial, especialmente em um momento em que o Brasil visa fortalecer sua posição no cenário global como uma economia verde.
Primeira Fase do Programa: Detalhes e Expectativas
A primeira fase do programa de depreciação acelerada estará em vigor até o final de 2025. Nesse período, as empresas que aderirem à iniciativa poderão se beneficiar de créditos fiscais mais rápidos, facilitando a compra de novos equipamentos. Esse incentivo fiscal deve criar um ciclo de renovação tecnológica, permitindo às empresas investir na modernização de suas operações sem comprometer sua saúde financeira.
Além disso, o governo planeja monitorar de perto os impactos dessa medida, utilizando os dados para ajustar as próximas etapas do programa.
Empresas Elegíveis

Para participar do programa, as empresas devem atuar em um dos 23 setores industriais previamente determinados pelo governo. Além disso, é necessário que essas empresas não estejam enquadradas em regimes especiais de tributação ou estímulos fiscais já existentes, para evitar acúmulo de benefícios.
O governo também priorizou setores que apresentaram maior necessidade de modernização e que possuem um peso relevante na economia brasileira.
Considerações finais
O programa de depreciação acelerada representa um passo importante na direção da modernização da indústria brasileira. Ao permitir que as empresas abatam impostos de forma mais rápida, o governo está criando um ambiente favorável ao investimento e à inovação. Isso, por sua vez, deve resultar em maior competitividade, sustentabilidade e crescimento econômico.
Com a expectativa de gerar R$ 20 bilhões em novos investimentos e modernizar o parque industrial do país, essa medida reflete o compromisso do governo com o desenvolvimento econômico de longo prazo, garantindo que as empresas tenham as ferramentas necessárias para competir em um mercado global cada vez mais dinâmico.
