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Governo lança benefício fiscal para empresas

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
INSS

O governo federal anunciou uma nova iniciativa voltada para grandes empresas brasileiras: o programa de depreciação acelerada.

A partir desta sexta-feira, 13 de setembro, empresas de 23 setores industriais poderão solicitar à Receita Federal o benefício, que permite um abatimento mais rápido de impostos relacionados à aquisição de máquinas e equipamentos. O objetivo é claro: impulsionar a modernização da indústria nacional, promover a competitividade e fortalecer o crescimento sustentável.

Depreciação Acelerada: O que é e Como Funciona

A imagem mostra um gráfico ao fundo e à frente um pote de moedas Investimento depreciação acelerada
Imagem: jcomp/Freepik

A depreciação acelerada é uma medida que permite às empresas reduzirem, de forma mais rápida, o valor dos impostos pagos sobre investimentos em bens de capital. Normalmente, a depreciação de ativos como máquinas e equipamentos é feita ao longo de vários anos. No entanto, com a nova regra, as empresas podem antecipar essa dedução fiscal, resultando em um alívio financeiro significativo no curto prazo.

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Antes da medida, a depreciação de máquinas e equipamentos ocorria de maneira proporcional ao longo de 15 anos. Com o novo programa, as empresas poderão completar esse processo em apenas dois anos, representando uma economia importante e estimula a compra de equipamentos mais modernos.

Objetivos do Programa

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa visa promover a modernização do parque industrial brasileiro. As metas são ambiciosas, mas necessárias, dado o cenário econômico atual: aumento da produtividade, maior competitividade no mercado global, sustentabilidade aprimorada e segurança operacional.

Ao acelerar o abatimento de impostos como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o governo espera que as empresas reinvistam esses recursos na expansão de suas operações e na compra de novos equipamentos.

Benefícios Diretos para as Empresas

O principal benefício para as empresas que aderirem ao programa de depreciação acelerada é a redução de sua carga tributária em um período mais curto. Isso resulta em maior fluxo de caixa disponível para investimentos. Além disso, ao modernizar seus equipamentos, as empresas podem melhorar a eficiência operacional, reduzir custos de manutenção e aumentar sua competitividade tanto no mercado interno quanto externo.

Setores Beneficiados pelo Programa

O programa de depreciação acelerada é direcionado a 23 setores da indústria. Entre os contemplados estão os setores de tecnologia, metalurgia, construção civil, automotivo, entre outros. A distribuição dos recursos será feita segundo a participação de cada setor na economia, garantindo uma alocação proporcional e evitando que grandes indústrias recebam a maioria dos benefícios.

Cada setor terá direito a uma cota de até 12% do valor total destinado ao programa. Dessa forma, o governo espera promover uma maior equidade na distribuição dos incentivos fiscais.

Cotas de Investimento por Setor

A divisão dos recursos também será feita de forma estratégica. Na primeira fase do programa, que vai até 2025, o governo prevê a liberação de R$ 3,4 bilhões em créditos fiscais.

  • R$ 1,7 bilhão em 2024;
  • R$ 1,7 bilhão em 2025.

O limite de 12% do total por setor foi estabelecido para evitar a concentração excessiva dos recursos em setores que já são grandes na economia brasileira, favorecendo uma distribuição mais ampla.

Impacto Esperado no Investimento Industrial

De acordo com estudos encomendados pelo Bradesco, o programa de depreciação acelerada pode resultar em investimentos adicionais de até R$ 20 bilhões no setor industrial. O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que essa medida está alinhada com os esforços do governo para impulsionar a produtividade e modernizar a indústria nacional. Ele afirmou que a iniciativa não terá impacto fiscal negativo, pois não se trata de renúncia de receita, mas de uma mudança no fluxo de arrecadação.

Sustentabilidade e Modernização

A modernização do parque industrial também traz benefícios indiretos, como a redução do consumo de energia e recursos naturais. Equipamentos mais novos tendem a ser mais eficientes e menos poluentes, o que se alinha com a agenda de sustentabilidade do governo federal.

Alckmin enfatizou que, além de promover a competitividade e produtividade, o programa também está em consonância visando sustentabilidade. Isso é crucial, especialmente em um momento em que o Brasil visa fortalecer sua posição no cenário global como uma economia verde.

Primeira Fase do Programa: Detalhes e Expectativas

A primeira fase do programa de depreciação acelerada estará em vigor até o final de 2025. Nesse período, as empresas que aderirem à iniciativa poderão se beneficiar de créditos fiscais mais rápidos, facilitando a compra de novos equipamentos. Esse incentivo fiscal deve criar um ciclo de renovação tecnológica, permitindo às empresas investir na modernização de suas operações sem comprometer sua saúde financeira.

Além disso, o governo planeja monitorar de perto os impactos dessa medida, utilizando os dados para ajustar as próximas etapas do programa.

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Imagem: @pressfoto / Freepik

Para participar do programa, as empresas devem atuar em um dos 23 setores industriais previamente determinados pelo governo. Além disso, é necessário que essas empresas não estejam enquadradas em regimes especiais de tributação ou estímulos fiscais já existentes, para evitar acúmulo de benefícios.

O governo também priorizou setores que apresentaram maior necessidade de modernização e que possuem um peso relevante na economia brasileira.

Considerações finais

O programa de depreciação acelerada representa um passo importante na direção da modernização da indústria brasileira. Ao permitir que as empresas abatam impostos de forma mais rápida, o governo está criando um ambiente favorável ao investimento e à inovação. Isso, por sua vez, deve resultar em maior competitividade, sustentabilidade e crescimento econômico.

Com a expectativa de gerar R$ 20 bilhões em novos investimentos e modernizar o parque industrial do país, essa medida reflete o compromisso do governo com o desenvolvimento econômico de longo prazo, garantindo que as empresas tenham as ferramentas necessárias para competir em um mercado global cada vez mais dinâmico.

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