O governo, por meio do ministério do Planejamento e Orçamento e o da Fazenda, bloqueou quase R$ 2 bilhões dos brasileiros, nesta segunda-feira (22). De acordo com as gestões, o objetivo é garantir que a administração pública não estoure o teto de gastos.
Governo bloqueia quase R$ 2 bilhões dos brasileiros
O bloqueio do governo foi anunciado pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda nesta segunda-feira (22). Entenda!
Ainda, os detalhes sobre quais Pastas serão afetadas pela decisão serão divulgados no dia 30 deste mês. Entenda qual a preocupação do governo com relação aos gastos e veja de quanto foi o bloqueio.
Governo bloqueou recursos para as despesas discricionárias
O governo bloqueou R$ 1,7 bilhões em recursos para despesas discricionárias no orçamento de 2023, isto é, em gastos que podem receber reajustes com base nas circunstâncias financeiras da gestão. Em outras palavras, trata-se de despesas com coisas que não são absolutamente necessárias para a sobrevivência ou operação básica.
No contexto governamental, o termo se refere a partes do orçamento que o governo pode escolher alocar de maneira diferente a cada ano. Isso pode incluir gastos com educação, infraestrutura, pesquisa científica, defesa, entre outros. Contudo, segundo o Poder Executivo, o bloqueio realizado representa menos de 1% no total das despesas discricionárias.
“O excesso representa 0,09% em relação ao limite total do Teto de Gastos (R$ 1.945,3 bilhões) e 0,87% em relação ao total de despesas discricionárias do Poder Executivo (R$ 193,9 bilhões)”, afirmaram os ministérios.
Aumento das despesas obrigatórias gerou necessidade de bloquear recursos
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Conforme o anúncio divulgado pela equipe econômica, o aumento das despesas obrigatórias gerou necessidade de bloquear recursos: “Aumento na projeção de despesas obrigatórias indica a necessidade de bloqueio em despesas discricionárias, em igual valor”.
Entre os valores estão o reajuste do piso salarial, que passou para R$ 1.320, no mês de maio. O custo do aumento do salário para as contas públicas será de R$ 4,5 bilhões entre maio e dezembro deste ano. Isso porque o acréscimo de apenas R$ 18 no salário acarreta em um aumento nos montantes pagos em seguro desemprego, benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e abono salarial.
Imagem: Vadym Pastukh / shutterstock.com
