A União Brasileira iniciou uma discussão sobre um novo programa de renegociação de dívidas de até R$ 20 mil. Logo, o objetivo é desburocratizar processos e melhorar a arrecadação federal. O novo modelo, chamado “Desenrola”, pretende ser uma ferramenta eficaz diante dos desafios econômicos previstos para 2024 e 2025, visando alcançar déficit zero.
Governo confirma que renegociação de dívidas de até R$ 20 mil vai começar em breve
O governo confirmou a renegociação de dívidas de até R$ 20 mil. Saiba quem pode se beneficiar e como participar do programa!
Sendo assim, o programa surge em um momento em que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) registra mais de 37 milhões de protestos, acumulando cerca de R$ 569 bilhões em dívidas. Este cenário reforça a necessidade de estratégias eficazes para aumentar a arrecadação federal e aliviar o peso das dívidas nas costas dos brasileiros e das pequenas empresas. Saiba mais!
Qual é a estratégia do novo programa para renegociação de dívidas?

Uma das grandes mudanças implementadas no “Desenrola” em relação a programas anteriores de renegociação de dívidas, como o “Refis”, é a proposta de oferecer descontos diretamente sobre o valor total da dívida. Este diferencial é visto como uma maneira mais direta e atrativa para incentivar os devedores a regularizarem suas situações.
Anteriormente, as propostas de renegociação de dívidas como o “Refis” focavam principalmente no perdão de multas e juros e parcelamento a longo prazo. O “Desenrola”, no entanto, busca uma abordagem mais assertiva ao contemplar um abatimento no montante principal, com percentuais de desconto que ainda serão definidos.
Sendo assim, tal estratégia motiva-se pela necessidade de se adaptar às peculiaridades dos débitos de menor valor, que representam a grande maioria das dívidas registradas.
Saiba mais sobre os desafios do programa
Ainda que o programa “Desenrola” se anuncie como uma solução para a elevação da arrecadação e o alívio da inadimplência, há desafios significativos à frente. Há a preocupação de que a concessão de descontos possa incentivar a formação de um ciclo de dívidas, em que os devedores contam com futuras renegociações antes mesmo de decidirem como irão gerir suas finanças.
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Por fim, outra questão relevante é a própria dinâmica de crescimento do montante das dívidas devido à incidência de juros e correções monetárias. Elas reintroduzem os valores no rol de execuções fiscais, porém tornam mais complexo o cálculo de descontos e a efetiva redução do valor devido.
Imagem: kitzcorner / shutterstock.com
