Em entrevista exclusiva para a GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, respondeu sobre o aumento de preços da Petrobras. A ameaça de aumento em junho é uma das preocupações dos motoristas do país.
Governo diz que Petrobras não segurará preço da gasolina e choca público
A ameaça de aumento em junho é uma das preocupações dos motoristas do país. Veja qual é a declaração do ministro da Fazenda sobre o assunto!
Em suma, o aumento será decorrente da mudança de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Portanto, essa situação deve aumentar o preço da gasolinas nos postos de combustíveis do país.
Fernando Haddad acredita que o governo não vai pedir para a empresa de petróleo segurar o preço dos combustíveis, após a mudança na política de preços da estatal. Saiba mais!
Petrobras aumentará o preço da gasolina?
Na entrevista, Haddad frisou que os juros de médio e longo prazo estão caindo, assim, as medidas anunciadas pelo governo estão sendo reconhecidas pelo mercado. No entanto, sobre pedir à Petrobras para segurar o preço da gasolina, ele concluiu:
“Esse não é o caminho. O caminho nosso é estabilizar esse país, garantir que ele tenha trajetória consistente, passar confiança… Isso vai trazer investimentos e baixar os juros”.
Portanto, a alta de junho terá um percentual de 22% e deve aumentar em média R$ 0,16 por litro, nos postos de gasolina do Brasil.
O CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) considerou o repasse da bomba, em nova alíquota de até R$ 1,22 por litro. Esse valor da gasolina foi definido pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
Portanto, definido no dia 31 de março deste ano, o novo ajuste da gasolina entra em vigência a partir do dia 1º de junho, em todo o Brasil.
Mudança na estratégia de preço
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A Petrobras mudou recentemente a sua forma de calcular o valor do litro da gasolina. Na última semana, a empresa anunciou uma redução de R$ 0,40 por litro na distribuição da gasolina, sendo equivalente a uma queda de 12,6%.
Esse corte entrou em vigência no dia 17 de maio, mas o repasse integral às bombas depende das distribuidoras e dos postos de gasolina. Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal, comentou sobre o assunto:
“A redução da Petrobras ajuda muito a não ter um impacto nos preços, porque também o preço internacional do petróleo vem caindo, o câmbio vem caindo. Não à toa, o ministro Haddad falou no Congresso que existe mais espaço para redução no preço dos combustíveis”.
Imagem: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com
