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Governo lança Desenrola para adimplentes e cria crédito para trabalhadores informais

O governo federal anunciou uma nova etapa do Desenrola Brasil, desta vez voltada aos trabalhadores informais que mantêm um bom histórico de pagamento, mas enfrentam dificuldades para conseguir crédito com juros acessíveis. Diferentemente das fases anteriores, que tinham como foco principal a renegociação de dívidas já existentes, a nova modalidade busca evitar que consumidores adimplentes […]

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 5 min de leitura
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O governo federal anunciou uma nova etapa do Desenrola Brasil, desta vez voltada aos trabalhadores informais que mantêm um bom histórico de pagamento, mas enfrentam dificuldades para conseguir crédito com juros acessíveis.

Diferentemente das fases anteriores, que tinham como foco principal a renegociação de dívidas já existentes, a nova modalidade busca evitar que consumidores adimplentes se tornem inadimplentes, oferecendo uma linha de crédito subsidiada para quem atende aos critérios do programa.

A iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira (29) e amplia o alcance do Desenrola Brasil, que já acumula R$ 15,9 bilhões em dívidas renegociadas desde sua criação, considerando tanto a modalidade destinada às famílias quanto a voltada aos contratos do Fies.

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O que muda na nova fase do Desenrola Brasil

Desenrola Brasil 7
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O novo programa foi desenvolvido especialmente para trabalhadores informais, um grupo que frequentemente enfrenta dificuldades para obter crédito em condições favoráveis.

Como muitos desses profissionais não possuem renda fixa comprovada, as instituições financeiras costumam oferecer empréstimos com taxas de juros mais elevadas.

A proposta do governo é reduzir esse problema por meio de uma linha de crédito subsidiada destinada a quem demonstra responsabilidade financeira.

Quem pode participar

A nova modalidade possui critérios específicos para acesso.

Entre eles estão:

  • exercer atividade como trabalhador informal;
  • possuir dívida de crédito pessoal sem garantia de até R$ 15 mil;
  • ter pago em dia pelo menos quatro parcelas desse financiamento;
  • estar com as contas em dia ou possuir atraso máximo de 90 dias.

Segundo o governo, essas exigências buscam direcionar o benefício para pessoas que mantêm esforço contínuo para cumprir seus compromissos financeiros.

Qual é o objetivo do programa

Ao contrário das etapas anteriores, voltadas principalmente à renegociação de dívidas já vencidas, esta nova iniciativa possui caráter preventivo.

A intenção é impedir que trabalhadores com bom histórico de pagamento acabem entrando na inadimplência devido ao elevado custo do crédito.

Na prática, o governo pretende oferecer condições mais favoráveis antes que a situação financeira dessas famílias se agrave.

Como funcionará o crédito subsidiado

Embora os detalhes operacionais ainda sejam regulamentados, a proposta prevê a concessão de crédito com condições mais acessíveis do que aquelas normalmente encontradas no mercado.

O subsídio oferecido pelo governo deverá contribuir para reduzir o custo das operações, permitindo que os trabalhadores tenham acesso a financiamentos com juros menores.

Isso pode facilitar:

  • reorganização das finanças;
  • substituição de dívidas mais caras;
  • manutenção do orçamento familiar;
  • prevenção do endividamento excessivo.

Por que os trabalhadores informais pagam juros mais altos

Grande parte das instituições financeiras utiliza critérios de análise baseados na comprovação de renda.

Como trabalhadores informais nem sempre possuem holerites ou vínculos empregatícios formais, acabam sendo classificados como clientes de maior risco.

Esse cenário normalmente resulta em:

  • juros elevados;
  • menor limite de crédito;
  • maior dificuldade de aprovação.

O novo programa procura reduzir parte dessa diferença por meio da participação do governo.

Desenrola Brasil já renegociou quase R$ 16 bilhões

Desde seu lançamento, o Desenrola Brasil tornou-se uma das principais iniciativas federais voltadas à recuperação financeira das famílias.

Segundo os dados mais recentes, o programa já possibilitou a renegociação de aproximadamente R$ 15,9 bilhões em dívidas.

Esse resultado considera:

  • renegociação para pessoas físicas;
  • contratos vinculados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Com a nova etapa, o foco deixa de ser exclusivamente a renegociação e passa também para a prevenção da inadimplência.

Qual é a diferença entre renegociar e prevenir o endividamento

Nas fases anteriores, o objetivo principal era permitir que consumidores com dívidas atrasadas regularizassem sua situação.

Agora, a estratégia muda.

O governo pretende atender pessoas que ainda conseguem manter seus pagamentos, mas correm risco de enfrentar dificuldades devido ao custo elevado do crédito.

Essa abordagem busca preservar a capacidade financeira antes que ocorram atrasos ou negativação do nome.

Quais podem ser os benefícios para o trabalhador

Caso a nova modalidade alcance os resultados esperados, os trabalhadores informais poderão obter vantagens como:

Juros menores

O crédito subsidiado tende a reduzir o custo do financiamento.

Maior acesso ao sistema financeiro

Pessoas que normalmente encontram dificuldades para conseguir empréstimos poderão acessar novas linhas de crédito.

Organização financeira

Com financiamento mais barato, torna-se possível substituir dívidas mais caras e melhorar o planejamento financeiro.

Menor risco de inadimplência

Ao reduzir o peso dos juros, o programa busca evitar que famílias acabem atrasando seus pagamentos.

Quem não poderá participar

Nem todos os trabalhadores terão acesso ao programa.

Pelas regras divulgadas, ficam de fora pessoas que:

  • possuem dívidas superiores ao limite estabelecido;
  • não mantiveram histórico recente de pagamento das parcelas;
  • apresentam atrasos superiores a 90 dias nas obrigações financeiras previstas pelo programa.

Esses critérios procuram concentrar os recursos em consumidores considerados adimplentes ou com pequenas dificuldades temporárias.

O que esperar da nova etapa do Desenrola

A nova modalidade amplia o papel do Desenrola Brasil, que deixa de atuar apenas na renegociação de dívidas para também incentivar a manutenção da saúde financeira das famílias.

Caso consiga ampliar o acesso ao crédito com juros reduzidos para trabalhadores informais, o programa poderá contribuir para diminuir a inadimplência, fortalecer o consumo e ampliar a inclusão financeira de milhões de brasileiros que hoje encontram dificuldades para acessar condições competitivas no mercado de crédito.

Nos próximos meses, o governo deverá divulgar informações complementares sobre a operacionalização da linha de crédito, instituições participantes e procedimentos para solicitação do benefício.

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