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Governo Lula é cobrado para demitir gestores bolsonaristas

Entenda o contexto político turbulento em uma estatal que está cobrando Lula por demissão de gestores bolsonaristas!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
presidente Lula discursando em cerimônia

Funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão pressionando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a demissão de gestores alinhados com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao todo, 32 nomes estão na lista que os trabalhadores enviaram à gestão.

Contudo, o envio gerou um embate interno entre aqueles que assumiram cargos sob a gestão de Lula e aqueles que receberam promoções durante o governo Bolsonaro. A lista que o governo recebeu inclui nomes e supostas condutas que poderiam ser criminosas, como assédio e discriminação.

A EBC afirma que analisou cada nome na lista, bem como suas respectivas condutas. De acordo com a empresa, algumas das acusações foram levianas e, ao examinar mais de perto, constatou-se que aqueles com inclinações bolsonaristas não faziam mais parte do quadro de pessoal da EBC.

Presidente da EBC disse que funcionários têm liberdade para pensar como quiserem 

O presidente da EBC, Hélio Doyle, disse que funcionários têm liberdade para pensar como quiserem e que nenhum deles deve sofrer uma demissão por conta das preferências políticas. 

Além disso, de acordo com Doyle, a estratégia do governo Lula é trazer mais para perto aqueles que não votaram nele. Assim, eles poderiam mudar de opinião. Contudo, para ele, isso não será possível de alcançar por meio de demissões ou isolamento.

Lula não determinará exclusão de funcionários

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Atualmente, a EBC conta com 1.500 funcionários, dos quais 421 ocupam cargos comissionados, ganhando gratificações e salários mais altos. Neste contexto, há uma disputa interna em torno desses cargos e promoções. Diante de todas essas questões políticas e disputas internas, a liderança da EBC decidiu adotar uma abordagem estratégica e sensível. 

De acordo com eles, aqueles que eram unicamente “bolsonaristas” já foram retirados. Já aqueles que votaram no ex-presidente, mas desejam continuar trabalhando independentemente do governo, não serão excluídos.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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