Atualmente, os cartões de crédito estão entre as ferramentas financeiras mais populares do Brasil. Todavia, ao mesmo tempo que seu acesso aumentou, o número de pessoas com dívidas relacionadas a este meio cresceu. Assim, o governo Lula tem buscado alternativas.
Governo Lula pretende anunciar medidas para diminuir juros do cartão de crédito
Entenda como o governo Lula pretende mudar políticas dos cartões de crédito, que já possuem mais de 80 milhões de endividados. Saiba mais!
O que não é à toa, afinal, segundo dados do Banco Central, em junho de 2022, cerca de 84,7 milhões de pessoas possuíam algum tipo de dívida relacionada aos cartões de crédito. Número consideravelmente maior na comparação com junho de 2021, quando a média era de 64,7 milhões de pessoas.
Neste contexto, o governo Lula busca criar políticas para que este tipo de ferramenta continue disponível para a população, porém, de maneira que consiga reverter tal cenário. Inclusive, a gestão pretende anunciar ‘novidades’ sobre o tema em breve.
Posição do governo Lula
Marcos Barbosa Pinto, secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, comentou recentemente que o governo Lula deveria realizar medidas visando alterar o mercado de crédito e diminuir o endividamento da população com esta ferramenta.
Contudo, o próprio integrante do governo Lula aponta que não é intenção do Ministério da Fazenda acabar com parcelamento sem juros ou tabelar os juros rotativos dos cartões, prática comum neste mercado.
Complicações
Ainda que a pressão popular pedisse a redução dos juros rotativos dos cartões de crédito, o governo Lula não deve realizar isto. Ao menos foi o que indicou Barbosa Pinto, apontando que o governo não deve tabelar os juros rotativos.
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Conforme o secretário da Fazenda, não há “mágica” neste mercado, especialmente porque o segmento é complexo. Ainda assim, os juros rotativos do cartão de crédito se aproximaram de 450% ao ano, frente aos 13,75% da Selic, que já é considerado em um patamar elevado.
Portanto, ainda que haja a cobrança para um posicionamento mais duro do governo Lula, a tendência, ao menos para Barbosa Pinto, é de que as medidas fiquem mais brandas. Ou seja, as políticas não devem desequilibrar a cadeia do mercado de crédito nacional.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
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