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Governo manda demolir empresa e motivo surpreende

Uma empresa escolheu um lugar inusitado para construir um estabelecimento de lanches. Entenda os motivos para a demolição.

Avatar de João Pedro Pereira João Pedro Pereira · · 2 min de leitura
Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sério, de terno, com parede de fundo amarelo

Uma decisão do Governo Municipal do Rio causou surpresa na população. Em anúncio, a Prefeitura da capital fluminense decretou a demolição de uma empresa, por um motivo inusitado.

A empresa em questão é uma pequena lanchonete construída em um lugar um tanto quanto peculiar. O prefeito expressou sua insatisfação nas redes sociais, classificando a situação como uma falta de respeito, falta de bom senso e ausência de empatia.

Confira o local onde construíram o estabelecimento, assim como os posicionamentos da Prefeitura e do cemitério.

Construção polêmica vai ser demolida

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) anunciou em suas redes sociais que a concessionária Rio Pax, responsável pela gestão do Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul carioca, terá um prazo de 48 horas para demolir uma lanchonete recém-construída nas proximidades dos túmulos.

O pequeno quiosque, que ainda não está em funcionamento, causou revolta às pessoas devido à sua localização na via principal do cemitério, logo na entrada do local.

Segundo ele, caso não homologuem a demolição dentro do prazo estabelecido, a Prefeitura então tomará as medidas cabíveis.

A Rio Pax ainda não se pronunciou a respeito das declarações de Paes. A repercussão do caso, no entanto, tem intensidade, com debates acalorados sobre a sensibilidade e o cuidado em relação ao espaço sagrado dos cemitérios.

Então a questão levanta também discussões sobre o papel das autoridades na preservação do patrimônio histórico e na garantia do respeito por parte das empresas aos cidadãos.

História do cemitério

Sua história remonta ao século XIX. O Cemitério São João Batista teve inauguração no reinado de D. Pedro II. Com uma extensão de mais de 224 mil metros quadrados, o local então tornou-se conhecido como o “cemitério dos artistas”, abrigando uma lista de personalidades ilustres, incluindo Tom Jobim, Prestes, Santos Dumont, Carmen Miranda, Cazuza, Candido Portinari e nove ex-presidentes do Brasil.

Imagem: A. Einsiedler / shutterstock.com

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