O governo federal anunciou na quinta-feira (6) um conjunto de ações para reduzir o preço dos alimentos que compõem a cesta básica nacional. Entre as principais medidas estão o estímulo à produção agrícola, o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a ampliação das isenções tributárias sobre produtos essenciais.
Governo propõe isenção de impostos na cesta básica e supermercados apoiam
Governo federal busca reduzir o preço dos alimentos com estímulo à produção, fortalecimento de estoques e ampliação das isenções tributárias.
Atualmente, o governo federal já zerou os tributos federais sobre os itens da cesta básica. No entanto, em alguns estados, ainda há incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre esses produtos, o que impacta diretamente no custo final para os consumidores.
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Apelo aos estados pela isenção do ICMS
Durante o anúncio das medidas, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fez um apelo para que os estados também isentem o ICMS sobre os alimentos essenciais. Segundo ele, a cooperação entre os entes federativos é fundamental para garantir uma redução significativa nos preços dos produtos e aliviar a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.
“Estamos fazendo a nossa parte ao zerar os tributos federais sobre os alimentos da cesta básica, mas precisamos da colaboração dos estados para ampliar o impacto dessa iniciativa. A desoneração total desses produtos é essencial para combater a inflação e garantir que os alimentos cheguem mais baratos à mesa dos brasileiros”, declarou Alckmin.
O papel da Conab no controle de preços
Outro ponto importante do pacote de medidas é o fortalecimento dos estoques reguladores da Conab. O governo pretende ampliar a aquisição de alimentos estratégicos para evitar oscilações drásticas nos preços e garantir o abastecimento nacional.
Com estoques mais robustos, o governo pode intervir no mercado sempre que necessário, evitando que a oferta reduzida de determinados itens leve a aumentos abusivos de preço. Essa política tem sido utilizada em diversas situações para estabilizar os valores de produtos essenciais, como arroz, feijão e leite.
Apoio do setor supermercadista

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) manifestou apoio às medidas anunciadas pelo governo e reforçou a importância da implementação de uma cesta básica nacional totalmente desonerada. Em nota, a entidade destacou a urgência da adoção das novas medidas fiscais para beneficiar os consumidores.
“A Abras reafirmou a importância da implementação imediata da Cesta Básica Nacional isenta de impostos, considerada uma das principais conquistas da reforma tributária. Durante o anúncio feito pelo governo, foi formalizado o convite aos estados para que também zerem os impostos sobre produtos essenciais, ampliando o impacto positivo da medida para os consumidores brasileiros”, afirmou a entidade.
Redução de impostos sobre importação de alimentos
Outra frente que o governo pretende adotar é a redução de impostos sobre importação de produtos alimentícios. A medida visa aumentar a oferta de alimentos no mercado interno, estimulando a concorrência e reduzindo os preços finais para o consumidor.
A Abras também manifestou apoio a essa iniciativa e defendeu a revisão dos custos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), com o objetivo de ampliar o acesso da população a alimentos a preços mais acessíveis.
Impacto esperado das medidas
As medidas anunciadas pelo governo têm potencial para trazer alívio imediato aos consumidores, especialmente as famílias de baixa renda, que são as mais afetadas pela alta dos preços dos alimentos. Entre os principais impactos esperados estão:
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- Redução do preço dos itens da cesta básica: Com a ampliação da isenção tributária e o estímulo à produção, os alimentos essenciais devem ficar mais baratos para o consumidor.
- Maior estabilidade nos preços: O fortalecimento dos estoques reguladores da Conab pode reduzir a volatilidade dos preços e evitar aumentos bruscos causados por desequilíbrios no mercado.
- Aumento da oferta de alimentos: A redução dos impostos sobre importação pode ajudar a ampliar a oferta de produtos e pressionar para baixo os preços no mercado interno.
Desafios para a efetividade das medidas

Apesar do impacto positivo esperado, as iniciativas do governo podem enfrentar desafios para serem plenamente implementadas. Entre os principais obstáculos estão:
- Adesão dos estados: Para que a desoneração seja efetiva, os estados precisam abrir mão da arrecadação do ICMS sobre os alimentos da cesta básica, o que pode gerar resistência por parte dos governos estaduais.
- Capacidade da Conab: O fortalecimento dos estoques reguladores exige investimentos e uma gestão eficiente para garantir que os alimentos sejam comprados e distribuídos adequadamente.
- Impacto fiscal: A renúncia de receita com a isenção de tributos pode impactar as contas públicas, exigindo que o governo compense essa perda de arrecadação de outras formas.
Considerações finais
O pacote de medidas anunciado pelo governo federal representa um passo importante para tentar conter a alta dos preços dos alimentos e reduzir o impacto da inflação no orçamento das famílias brasileiras.
No entanto, o sucesso dessas ações dependerá da cooperação dos estados e da efetividade das políticas de regulação de estoques. Nos próximos meses, o avanço dessas medidas será um dos principais pontos de atenção na política econômica do país.
Imagem: Maxx-Studio/shutterstock.com
