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Governo veta comercialização de duas marcas de azeite no Brasil

Anvisa veta comercialização de azeites Alonso e Quintas D’Oliveira por origem desconhecida e riscos à saúde. Medida visa proteger consumidores.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Governo veta comercialização de duas marcas de azeite no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (20), no Diário Oficial da União, a decisão de proibir a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso dos azeites das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira em todo o território nacional. A medida ocorre após apuração do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apontou sérias irregularidades nos produtos comercializados por essas marcas.

A decisão acende um alerta sobre a segurança alimentar no Brasil e reforça a atuação dos órgãos de fiscalização na proteção da saúde pública.

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Produtos com origem desconhecida e fora dos padrões legais

Azeite
Imagem: DUSAN ZIDAR/ Shutterstock.com

Irregularidades graves foram identificadas

De acordo com a investigação conduzida pelo Mapa, os azeites das marcas vetadas apresentavam origem desconhecida, ausência de licenciamento sanitário e rotulagem em desacordo com a legislação vigente. Além disso, as instalações de produção dessas marcas não cumpriam os requisitos mínimos de higiene e controle de qualidade estabelecidos pela legislação sanitária brasileira.

A situação é considerada grave, uma vez que alimentos de origem duvidosa podem representar riscos diretos à saúde da população, como contaminações químicas ou microbiológicas.

“É inadmissível que produtos alimentícios sejam comercializados sem qualquer controle sanitário. Essa medida é uma resposta à necessidade de proteção do consumidor brasileiro”, afirmou um técnico da Anvisa, sob condição de anonimato.


Histórico de irregularidades: alerta já havia sido feito em 2024

Apreensões e alertas precederam a decisão atual

A atual proibição da Anvisa não foi uma ação isolada. Em outubro de 2024, o Ministério da Agricultura já havia realizado apreensões de lotes dos azeites Alonso e Quintas D’Oliveira. Na ocasião, os técnicos do órgão alertaram para os potenciais riscos à saúde decorrentes da comercialização de azeites sem comprovação de origem e sem análise adequada de composição.

Mesmo após o alerta prévio, os produtos continuaram a ser encontrados no mercado, o que motivou a ação mais rigorosa desta semana.


A importância da rotulagem e do licenciamento sanitário

Garantia de qualidade e rastreabilidade dos alimentos

A decisão da Anvisa reforça a necessidade de conformidade com as normas de rotulagem e licenciamento sanitário. Esses requisitos não são meros formalismos burocráticos: eles garantem que o consumidor tenha acesso a informações sobre a composição, procedência e validade dos produtos que consome.

Além disso, o licenciamento assegura que as empresas estejam submetidas a inspeções regulares e normas de boas práticas de fabricação, evitando fraudes e protegendo a saúde coletiva.

“A rotulagem adequada é uma forma de transparência com o consumidor. Quando ela é ausente ou enganosa, estamos diante de uma infração grave que pode mascarar produtos adulterados ou falsificados”, explicou um auditor fiscal do Mapa.


Empresas permanecem em silêncio

Marcas ainda não se pronunciaram oficialmente

Até o momento da publicação desta reportagem, as empresas responsáveis pelos azeites Alonso e Quintas D’Oliveira não emitiram qualquer posicionamento público sobre a proibição imposta pela Anvisa. O espaço segue aberto para manifestação.

A ausência de resposta por parte das marcas aumenta as suspeitas sobre a seriedade das irregularidades apontadas. Enquanto isso, os consumidores são orientados a interromper imediatamente o uso dos produtos, caso ainda os tenham em casa.


Riscos à saúde: o que o consumidor deve saber

Por que azeites sem origem definida são perigosos?

Azeites são alimentos suscetíveis à fraude por adulteração, especialmente quando há mistura com óleos de baixa qualidade ou uso de substâncias não alimentares. Quando a origem do produto é desconhecida e não há controle oficial sobre sua composição, os riscos à saúde incluem:

  • Presença de produtos químicos não declarados;
  • Contaminação microbiológica por falta de higiene na produção;
  • Falsificação que envolve óleo mineral ou de soja com corantes e aromatizantes.

Essas práticas ilegais não só comprometem a qualidade do alimento, como podem causar problemas digestivos, reações alérgicas e intoxicações.


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Anvisa reforça compromisso com a segurança alimentar

anvisa alimentos agrotóxicos
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Órgão intensifica fiscalizações no setor de alimentos

A medida contra os azeites Alonso e Quintas D’Oliveira insere-se num contexto mais amplo de combate à fraude no setor alimentício. A Anvisa, em conjunto com o Mapa e os órgãos de vigilância estaduais, tem intensificado as ações de fiscalização em produtos de alta rotatividade como azeites, carnes e laticínios.

Nos últimos anos, o azeite de oliva tem sido alvo frequente de operações contra falsificações, tanto no Brasil quanto no exterior. O país é um dos maiores consumidores da América Latina, o que atrai empresas mal-intencionadas interessadas em lucrar com a venda de produtos adulterados.


Como identificar um azeite confiável?

Dicas para o consumidor se proteger

Para evitar riscos, o consumidor deve estar atento a alguns sinais importantes na hora de comprar azeite de oliva:

  • Verifique se o produto tem registro na Anvisa e selo do Ministério da Agricultura;
  • Evite azeites com embalagens sem informações claras ou com rótulo mal impresso;
  • Prefira marcas conhecidas e vendidas em estabelecimentos confiáveis;
  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado.

Também é importante guardar o comprovante da compra, pois em caso de denúncia ou necessidade de devolução, ele será essencial.


Fiscalização como ferramenta de proteção

A atuação rigorosa da Anvisa e do Ministério da Agricultura neste caso mostra que o sistema de fiscalização brasileiro está atento às fraudes alimentares e disposto a agir com firmeza para proteger os consumidores.

Embora o episódio gere preocupação, ele também reforça que há mecanismos eficazes de controle em funcionamento. Para os consumidores, fica o alerta: é essencial estar atento aos rótulos e às informações sobre procedência. Para os comerciantes e fabricantes, a lição é clara: não há espaço para produtos que coloquem em risco a saúde da população.

Imagem: Canva – Freepik

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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