Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Governo quer alterar taxa de eletrônicos importados e preocupa população

Entenda anúncio realizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto ao Plano de conformidade para os e-commerces globais.

Avatar de Ellen D'Alessandro Ellen D'Alessandro · · 2 min de leitura
Mãos femininas segurando caixa de papelão com produtos eletronicos (fone de ouvido, teclado, mouse)

Em entrevista à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o Governo estuda alterar a taxa de 60% para compras de eletrônicos importados, uma vez que deseja evitar sonegação nesse tipo de transação. Conforme afirmado na última sexta-feira (26), a ideia é que a mudança não cause qualquer impacto ao consumidor.

Segundo o ministro, o Governo ainda está fechando o desenho do plano de conformidade com os e-commerces globais. A medida visa, principalmente, as compras em sites chineses, como a Shein, que são extremamente populares no Brasil.

Veja o que anunciou Haddad

O ministro afirmou que o “plano de conformidade prevê que não haja impacto para o consumidor e que a empresa absorva” os valores. Quando questionado sobre como as empresas absorveriam os 60% do imposto de importação, ele disse que haverá uma nova taxa. Segundo ele, “60% não. Hoje é, mas nós vamos discutir com o setor uma transição para trazer o sistema para legalidade”.

Quanto a essa questão, Haddad admitiu, durante a entrevista, que talvez uma alíquota de 60% de taxa de importação fique impraticável. “Talvez não dê mais, fique impraticável a concorrência, então você tem que repactuar, considerando o interesse dos empregadores do país que estão pagando seus tributos. Você vai ter que refazer a engenharia.”

Além disso, disse que a discussão envolverá também os estados brasileiros, que têm direito à cobrança de ICMS sobre os produtos importados. De acordo com ele, os estados “de maneira desorganizada, uns cobram, outros não. Se houver uma concorrência de estados com a União, vamos sentar à mesa com os marketplaces e estabelecer uma nova alíquota, provavelmente.”

Plano de conformidade em fase final de desenho

Liderado pela Receita Federal, o plano de conformidade, segundo Haddad, foi um pedido do presidente Lula. O objetivo é apresentar uma solução para a questão de maneira infralegal. Ou seja, não deve envolver nova lei, o que dependeria de aprovação do Congresso.

Inicialmente, a Receita Federal divulgou que não haveria mais a isenção de até US$50 para encomendas entre pessoas físicas. Isso porque alguns marketplaces a usam a fim de burlar o recolhimento de taxas e impostos, uma vez que as compras por sites nunca tiveram isenção.

Entretanto, após pressão popular, o Governo voltou atrás e decidiu descontinuar esse plano de conformidade com as empresas.

Imagem: Veja / Shutterstock.com

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.