Na quinta-feira (20), o governo Lula anunciou medidas que deixarão os empréstimos mais acessíveis, com taxas de juros reduzidas. Ao todo, são 13 ações listadas que entrarão em tramitação no Congresso.
Segundo o secretário de Reformas Econômicas, Marcos Barbosa Pinto, o custo de crédito no Brasil possui diversos problemas, como inadimplência, baixa concorrência, entre outros.
O objetivo dessas mudanças é reduzir as barreiras e a ineficiência do mercado do crédito, enquanto protege os investidores.
Quais as medidas do Governo para deixar os empréstimos mais acessíveis?
Como o plano sugere, a principal medida é um projeto de lei que visa utilizar a previdência complementar aberta como garantia de crédito para as instituições. Esses planos englobam seguros de pessoas e, também, os títulos de capitalização.
Dessa maneira, com a garantia, as ofertas de empréstimos mais acessíveis, com juros reduzidos, serão possíveis para a população. Este projeto de lei ainda garante que os planos previdenciários não sejam sacados, como uma espécie de um “investimento de longo prazo” para a população.
Em outras palavras, isso garante que o povo não tenha que utilizar de seus recursos caso precise dinheiro. Os empréstimos mais acessíveis também impedem que a população perca os incentivos tributários dos fundos de previdência.
Por que o governo está tramitando com este projeto?
Segundo Pinto, o mercado de previdência movimenta mais de R$ 1,2 trilhão, que são mais aptos para servir de garantia para bancos e outras instituições financeiras. Juntamente com isso, se apenas 1 décimo deste saldo for utilizado, serão mais R$ 120 bi para a economia, com menores taxas de juro.
Essa medida faz parte do pacote de ações de parcerias público-privadas (PPP) do ministro Haddad, que visa garantir o melhor funcionamento das instituições que possibilitam o funcionamento do mercado.
Garantir empréstimos mais acessíveis proporciona mais segurança financeira para a população, enquanto possibilita as garantias do mercado.
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