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Governo quer empregar beneficiários do Bolsa Família: quem aceitar vai perder o benefício?

A iniciativa do governo pretende empregar beneficiários do Bolsa Família, que terão um esquema de pagamento do benefício diferenciado. Veja!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de uma mão segurando um celular com o aplicativo do Bolsa Família aberto. Ao fundo, notas de R$100 e R$50 sobre uma mesa.

Na última sexta-feira (24), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome deu início ao programa que destina vagas de emprego aos beneficiários do Bolsa Família. O governo tem o intuito de possibilitar que essas pessoas deixem o programa e abram espaço a outros cidadãos.

A iniciativa teve início em Teresina, capital do Piauí, com a contratação de beneficiários do programa social em uma unidade do supermercado Atacadão, que pertence ao grupo Carrefour, parceiro do governo federal nessa empreitada.

Inclusão socioeconômica

Além disso, na ocasião, foi formalizada a contratação de cinco beneficiárias mulheres do Bolsa Família para o quadro de funcionários do Carrefour: duas para o Atacadão, duas para o Sam’s Club e uma para o Carrefour Hipermercado.

Assim, o Grupo Carrefour, que é o maior empregador privado do Brasil, é a primeira empresa a fazer parte do sistema de inclusão socioeconômica do Governo Federal. O grupo não receberá nenhum tipo de incentivo fiscal, mas a iniciativa está alinhada a um dos seus pilares, que é o combate à fome.

O que irá acontecer com quem arrumar emprego?

De acordo com Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, a iniciativa contará com parcerias para empregar não só os beneficiários do Bolsa Família, mas todos aqueles que se encontram no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) para que sejam incluídos no mercado de trabalho.

No entanto, mesmo quando a renda da família aumentar em até meio salário mínimo por pessoa (R$ 651,00), ela não perderá o direito de receber o Bolsa Família, podendo continuar no programa por até 24 meses, mas recebendo metade do valor do benefício.

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As famílias que se desligarem do programa de forma voluntária, ou que estiverem na regra de proteção e deixarem o Bolsa Família após 24 meses e precisarem voltar, terão prioridade na concessão do benefício.

Ademais, se a renda familiar ultrapassar meio salário mínimo por pessoa, por mais que tenha que deixar o Bolsa Família, os beneficiários continuam no CadÚnico e, se a renda da família diminuir, ela volta ao programa social.

Imagem: Adao / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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