Na última sexta-feira (24), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome deu início ao programa que destina vagas de emprego aos beneficiários do Bolsa Família. O governo tem o intuito de possibilitar que essas pessoas deixem o programa e abram espaço a outros cidadãos.
Governo quer empregar beneficiários do Bolsa Família: quem aceitar vai perder o benefício?
A iniciativa do governo pretende empregar beneficiários do Bolsa Família, que terão um esquema de pagamento do benefício diferenciado. Veja!
A iniciativa teve início em Teresina, capital do Piauí, com a contratação de beneficiários do programa social em uma unidade do supermercado Atacadão, que pertence ao grupo Carrefour, parceiro do governo federal nessa empreitada.
Inclusão socioeconômica
Além disso, na ocasião, foi formalizada a contratação de cinco beneficiárias mulheres do Bolsa Família para o quadro de funcionários do Carrefour: duas para o Atacadão, duas para o Sam’s Club e uma para o Carrefour Hipermercado.
Assim, o Grupo Carrefour, que é o maior empregador privado do Brasil, é a primeira empresa a fazer parte do sistema de inclusão socioeconômica do Governo Federal. O grupo não receberá nenhum tipo de incentivo fiscal, mas a iniciativa está alinhada a um dos seus pilares, que é o combate à fome.
O que irá acontecer com quem arrumar emprego?
De acordo com Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, a iniciativa contará com parcerias para empregar não só os beneficiários do Bolsa Família, mas todos aqueles que se encontram no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) para que sejam incluídos no mercado de trabalho.
No entanto, mesmo quando a renda da família aumentar em até meio salário mínimo por pessoa (R$ 651,00), ela não perderá o direito de receber o Bolsa Família, podendo continuar no programa por até 24 meses, mas recebendo metade do valor do benefício.
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As famílias que se desligarem do programa de forma voluntária, ou que estiverem na regra de proteção e deixarem o Bolsa Família após 24 meses e precisarem voltar, terão prioridade na concessão do benefício.
Ademais, se a renda familiar ultrapassar meio salário mínimo por pessoa, por mais que tenha que deixar o Bolsa Família, os beneficiários continuam no CadÚnico e, se a renda da família diminuir, ela volta ao programa social.
Imagem: Adao / Shutterstock.com
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