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Lula propõe ajustes no rotativo do cartão de crédito

Governo estuda reduzir juros do cartão de crédito e do consignado. Entenda o impacto nas dívidas das famílias e o que pode mudar em 2026.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
Cartão de crédito

O alto nível de endividamento das famílias brasileiras acendeu um alerta no governo federal em 2026. Diante do impacto direto no orçamento doméstico — e também no cenário político — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda medidas para reduzir os juros do cartão de crédito, principalmente no rotativo do cartão.

O tema vem sendo discutido em reuniões com a equipe econômica e ministros, com foco em encontrar soluções que aliviem o bolso do consumidor sem comprometer o funcionamento do sistema financeiro.

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Endividamento das famílias atinge nível histórico

Dados recentes do Banco Central mostram que as famílias brasileiras estão destinando cerca de 29% da renda mensal para pagamento de dívidas, o maior nível em pelo menos duas décadas.

Esse cenário preocupa porque:

  • Reduz o poder de compra
  • Aumenta a inadimplência
  • Dificulta o crescimento econômico

Na prática, mesmo com aumento de renda e queda do desemprego, muitas famílias continuam sem dinheiro no fim do mês.

Rotativo do cartão de crédito é o principal problema

O crédito rotativo do cartão de crédito é apontado como o maior vilão do endividamento.

Taxas elevadas

  • Juros médios de 14,81% ao mês
  • Superior à taxa Selic anual (14,75%)

Alta inadimplência

  • Cerca de 63,5% de inadimplência nessa modalidade

Isso acontece quando o consumidor paga apenas o valor mínimo da fatura e deixa o restante para o mês seguinte.

Regra atual não resolveu o problema

Desde 2024, existe uma regra que limita os juros totais do rotativo e do parcelamento.

Como funciona hoje

  • A dívida não pode ultrapassar 100% do valor original

Exemplo:

  • Dívida de R$ 100 pode chegar no máximo a R$ 200

Apesar disso, especialistas avaliam que a medida não foi suficiente para conter o problema.

O que o governo quer mudar

O governo estuda novas formas de reduzir os juros cobrados no crédito.

Possíveis medidas

  • Criação de limites para juros considerados abusivos
  • Revisão das regras do rotativo do cartão
  • Redução das taxas do consignado privado

A ideia é estabelecer parâmetros mais claros para o mercado.

Consignado privado também entra na discussão

Outro foco das mudanças é o crédito consignado para trabalhadores do setor privado.

O que pode mudar

  • Definição de teto para juros
  • Uso do FGTS como garantia

Essa medida pode reduzir o risco para os bancos e, consequentemente, as taxas cobradas.

Uso do FGTS como garantia pode baratear crédito

Uma das propostas em análise é permitir que o saldo do FGTS seja utilizado como garantia em empréstimos.

Vantagens

  • Redução do risco de inadimplência
  • Juros mais baixos
  • Maior acesso ao crédito

Esse modelo já é utilizado em algumas modalidades e pode ser ampliado.

Cheque especial também pode sofrer mudanças

O governo também avalia possíveis alterações no cheque especial.

Atualmente, essa modalidade possui um teto de:

  • 8% ao mês, definido pelo Banco Central

Mesmo assim, ainda é considerada uma linha de crédito cara.

Desafios para reduzir os juros

Apesar das intenções, a redução dos juros enfrenta desafios importantes.

Resistência do setor financeiro

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Bancos argumentam que:

  • Juros refletem o risco de inadimplência
  • Reduções forçadas podem limitar o crédito
  • Pode haver cancelamento de cartões

Estudos anteriores indicaram que milhões de cartões poderiam deixar de ser oferecidos caso haja forte intervenção.

Impacto para o consumidor

Se as mudanças forem implementadas, o impacto pode ser significativo.

Benefícios esperados

  • Redução do custo das dívidas
  • Maior controle financeiro
  • Menor risco de inadimplência

Possíveis efeitos colaterais

  • Restrição de crédito para alguns perfis
  • Critérios mais rigorosos para concessão

O que fazer enquanto as mudanças não chegam

Enquanto as novas regras não são definidas, especialistas recomendam cautela no uso do crédito.

Dicas práticas

  • Evitar entrar no rotativo do cartão de crédito
  • Priorizar o pagamento total da fatura
  • Buscar opções com juros menores
  • Negociar dívidas sempre que possível

Programas como o Desenrola ajudaram, mas não resolveram o problema estrutural.

Exemplo prático: impacto do rotativo

Uma dívida de R$ 1.000 no rotativo pode crescer rapidamente.

Com juros de cerca de 14% ao mês:

  • Em poucos meses, o valor pode dobrar

Isso mostra o peso dessa modalidade no orçamento.

Considerações finais

O alto custo do crédito no Brasil, especialmente no rotativo do cartão, continua sendo um dos principais desafios econômicos e sociais em 2026.

As propostas do governo indicam uma tentativa de equilibrar o acesso ao crédito com a proteção do consumidor, mas ainda dependem de negociações e ajustes.

Para o cidadão, o momento exige atenção, planejamento financeiro e uso consciente do crédito, enquanto o país discute soluções para um problema que afeta milhões de famílias.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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