O governo federal abandonou o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e apresentou, nesta semana, um novo conjunto de medidas tributárias que visa garantir equilíbrio fiscal sem agravar o desgaste político. O pacote, anunciado após negociações entre o Ministério da Fazenda e líderes do Congresso, busca manter a responsabilidade com as contas públicas, ao mesmo tempo em que distribui a carga tributária de forma mais ampla e menos concentrada em setores estratégicos.
Governo anuncia pacote tributário para substituir o aumento do IOF
Governo revoga aumento do IOF e lança pacote tributário com novas fontes de arrecadação, incluindo IR sobre LCI e LCA e imposto sobre apostas e criptoativos.
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Como foi formalizado o novo pacote
O novo conjunto de regras fiscais foi oficializado por meio de uma medida provisória e um decreto presidencial, publicados após reunião de cúpula realizada no domingo (8) entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e líderes partidários. O objetivo central: ampliar a arrecadação com justiça tributária, sem comprometer setores produtivos fundamentais.
Reduções e ajustes no IOF
Redução da alíquota sobre operações de risco sacado
Essa modalidade é usada por empresas para antecipar recebíveis e, portanto, é vital para a saúde do fluxo de caixa corporativo. O novo pacote prevê redução de até 80% da alíquota do IOF sobre essas operações.
Diminuição do IOF sobre seguros VGBL
Outra mudança relevante é a redução da tributação sobre o VGBL, produto de previdência privada amplamente difundido entre os brasileiros.
Outras alterações no IOF
- IOF mínimo para FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios);
- Isenção de IOF para repatriação de investimentos estrangeiros diretos.
Novas fontes de arrecadação para compensar perda do IOF

Tributação de LCI e LCA
A principal mudança será a cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre LCI e LCA, atualmente isentas. A nova regra entrará em vigor em janeiro de 2026.
Apostas esportivas terão aumento de imposto
A alíquota de tributação sobre apostas online subirá de 12% para 18% a partir de outubro de 2025.
Criptoativos entrarão na mira do fisco
A proposta também prevê a tributação de criptoativos, com regulamentação específica ainda por vir.
Uniformização do IR sobre aplicações financeiras
O governo busca uniformizar a tributação em 17,5% para todas as modalidades de investimento, combatendo distorções.
CSLL: fim do privilégio das fintechs
Fintechs, que pagavam CSLL de 9%, passarão a contribuir com alíquotas entre 15% e 20%, como os demais bancos.
Compensação de créditos será mais rígida
O governo pretende limitar manobras abusivas por meio de uma nova regulamentação para compensações tributárias.
Meta de corte em gastos tributários
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+311 mil seguidores
O pacote estabelece uma meta de redução de 10% nos gastos tributários, incluindo revisão de isenções e benefícios.
Repercussão política e institucional
Falas de Haddad e articulação política
O ministro destacou que a nova abordagem mostra que o governo “ouve o Parlamento e a sociedade”.
Mercado reage com cautela
Analistas dizem que o sucesso das medidas dependerá da implementação e detalhamento da regulamentação.
O que esperar a partir de agora

Mudança de modelo tributário
O novo pacote sinaliza uma mudança de filosofia na política tributária: menos concentração e mais bases amplas.
Compromisso com responsabilidade fiscal
A revogação do aumento do IOF reforça o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal e com o diálogo político.
Conclusão
O novo pacote tributário apresentado pelo governo representa uma tentativa de equilibrar as contas públicas com mais diálogo político e menor impacto sobre setores estratégicos da economia. Ao revogar o aumento do IOF e distribuir a carga tributária de forma mais ampla, a equipe econômica sinaliza compromisso com a responsabilidade fiscal sem ignorar o cenário político. Ainda que as mudanças tragam desafios, principalmente no campo da regulamentação e adaptação do mercado, o pacote reforça a busca por um sistema tributário mais justo, previsível e eficiente.
