O governo do Sudão, país do norte de África, decidiu interromper o serviço de internet para toda sua população no último domingo (16). Tal decisão ocorreu em momento de tensão política vivida pelo país.
No último sábado, o grupo paramilitar RSF (Rapid Support Forces) – na tradução literal, Forças de Apoio Rápido – realizou um golpe de Estado. Por meio da internet, esse grupo alertou que havia tomado o poder de uma série de bases do exército.
Conforme informou a Reuters – uma agência de notícias britânica -, o corte da internet em todo país ocorre devido à decisão do órgão regulador de telecomunicação do governo. Assim, não há expectativas para que a população do Sudão volte a ter acesso a este meio de comunicação.
Tentativa de derrubar o governo
Ainda segundo a agência, o RSF, no último sábado(15), fez a tomada de três pontos-chave da capital sudanesa, Cartum, em uma tentativa de derrubar o governo do país africano. No caso, são eles:
- Palácio Presidencial;
- Base aérea de Jabal Awlia;
- Aeroporto Internacional de Cartum.
Durante a tentativa de golpe, o grupo paramilitar foi atualizando suas “conquistas” por meio de um grupo de Telegram, inclusive com vídeos e imagens da decisão. O corte de internet é apenas algumas das ações do governo para combater as ações do RSF.
Além disso, o grupo paramilitar também notificou, pelo Telegram, ter pegado o controle de Merowe, El Fasher, Kabkabiya e Omdurman, três importantes bases militares do país no norte da África.
Crítica internacional
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o confronto entre governo e paramilitares assassinou 180 pessoas e feriu outras 1.800 pessoas do Sudão. Assim, a comunidade internacional se posicionou de modo crítico e alerta aos confrontos.
Contudo, Volker Perthes, chefe da missão da ONU no país, comentou que a “situação é muito instável. É difícil afirmar para onde pende o equilíbrio”, destacando que não espera um acordo breve entre o governo do Sudão e o RSF.
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