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Grande administradora de prédios é acusada de golpe milionário 

De acordo com os cálculos realizados, o rombo da administradora de prédios pode chegar a R$ 30 milhões. Veja!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Homem CEO de costas olhando prédios pela vidraça de sua sala

A Fort House, grande administradora de prédios, é acusada de desviar milhões de reais dos moradores. A empresa é responsável pelo gerenciamento de cerca de 40 condomínios em São Paulo. Dois deles relatam prejuízos de R$ 200 mil e R$ 500 mil cada. 

A companhia nega o golpe e alega que houve apenas decisões erradas. As dívidas deixadas, contudo, podem chegar a R$ 30 milhões. A quantia foi calculada pelos síndicos dos condomínios que foram afetados. 

De acordo com as autoridades e especialistas envolvidos no caso, no balanço da Fort House existem fortes indícios de desvio de dinheiro. A advogada da causa, Magna Silva,  ainda aponta que houve abuso de confiança.

As informações são do Uol. 

Atuação da Fort House na administração dos prédios 

Segundo as informações divulgadas, a Fort House acumulava os valores pagos pelos moradores em uma conta conjunta, para que depois, todos os pagamentos das despesas pudessem ser realizados. As vítimas relatam que a companhia ocultava problemas relacionados à conta.

Além disso, eventualmente, a empresa atrasava nos pagamentos, mas logo a situação se resolvia e as despesas eram quitadas normalmente. Os comprovantes, inclusive, eram enviados aos síndicos. 

O problema só foi identificado quando o síndico do Edifício Times recebeu uma carta, em que constava uma conta negativa dos condomínios no valor de R$ 17 mil. Havia também uma dívida de R$ 100 mil relacionada ao pagamento de benefícios previdenciários dos trabalhadores.

Fort House: o que diz a administradora?

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A Fort House foi fundada em 1993 e encerrou suas atividades em 19 de março de 2023. Diante da situação, chegou a enviar uma carta com pedido de desculpas aos clientes, mas nega ter ficado com o dinheiro que desapareceu. 

João Carlos Caporicci, dono da companhia, disse que erros foram responsáveis por um grande problema financeiro. Para solucionar, ele alega que recorreu a agiotas e empréstimos com juros altos, o que impossibilitou a intenção de quitar as dívidas.

O advogado que representa Caporicci, Márcio José Macedo, afirma que houve má gestão e que o proprietário não tem como devolver os valores. 

Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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