O Banco Inter, uma das maiores fintechs brasileiras, teve um episódio de demissão em massa na última terça-feira (9), afetando principalmente a área de tecnologia. Segundo o Sindicato dos Bancários, a redução representa cerca de 2% do total de trabalhadores da empresa, que possui aproximadamente 4,8 mil funcionários.
Contudo, relatos nas redes sociais indicam que já ocorria uma série de demissões nos últimos dois meses. Diante deste cenário instável, o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, onde se localiza a matriz do Banco Inter, já se posicionou sobre o assunto. Em suma, o sindicato exige mais transparência no processo e o fim das demissões.
Resultados trouxeram a demissão em massa
Em comunicado enviado à imprensa, o Banco Inter afirma que os ajustes no quadro de pessoal fazem parte do plano estratégico da companhia para os próximos anos e a empresa segue realizando contratações alinhadas com o crescimento e expansão do negócio.
Ainda, conforme as informações divulgadas pelo banco, a demissão em massa ocorreu em meio à pressão dos investidores para que o Inter apresente melhores resultados financeiros. O banco divulgou, nesta semana, o balanço do primeiro trimestre de 2023, no qual reverteu o prejuízo de R$ 28,8 milhões, do mesmo período de 2022, em lucro líquido de R$ 24,2 milhões.
Ou seja, apesar da melhora, o resultado representa uma queda de 16% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Por outro lado, a receita líquida alcançou R$ 1,024 bilhão, com alta de 2,2% no trimestre, enquanto a inadimplência saltou de 3,5% para 4,7%, nos últimos 12 meses.
Sindicato pressiona Inter
Consoante as informações do portal Layoffs Brasil, em um único dia houve o registro de demissão de cerca de 150 pessoas no Inter. Considerando o número total de trabalhadores na empresa, esta quantidade alarmou o sindicato.
“Se houve qualquer tipo de reestruturação no Inter, esta deveria ser tratada de forma responsável e que não prejudicasse ainda mais os trabalhadores. Funcionárias e funcionários não podem pagar pelo erro da alta cúpula do banco”, explicitou o diretor do sindicato, Marco Aurélio.
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