A Nokia, uma das principais fabricantes de tecnologia do mundo, anunciou uma significativa demissão em massa de aproximadamente 14 mil funcionários hoje (19). A empresa finlandesa segue uma tendência global na indústria de tecnologia.
De modo geral, há uma inclinação de redução de colaboradores em várias organizações do setor. Nesse sentido, a Nokia planeja enxugar sua força de trabalho atual, composta por 86 mil pessoas, para um número entre 72 mil e 77 mil empregados.
Nokia faz comunicado oficial sobre demissão em massa
De acordo com um comunicado oficial, essa medida faz parte de um amplo plano de reestruturação, que inclui cortes de despesas substanciais. A meta da empresa é economizar até 1,2 bilhão de euros até 2026 em comparação com o orçamento atual.
Quanto isso, a CEO da Nokia, Pekka Lundmark, enfatizou a dificuldade dessas decisões, que impactam diretamente os funcionários. Além disso, ela destacou o compromisso da empresa em apoiar todos os afetados pelo processo.
Portanto, a Nokia pretende preservar, na medida do possível, suas equipes de pesquisa e desenvolvimento. Essa onda de demissão em massa ocorre após a divulgação dos resultados financeiros da Nokia para o terceiro trimestre deste ano.
Lucro abaixo da expectativa

No período citado, a Nokia teve resultados financeiros abaixo de sua expectativa. Isso engloba tanto as expectativas da própria empresa, quanto as de seus investidores. As vendas totais diminuíram 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Portanto, a desaceleração na implementação da tecnologia 5G nos Estados Unidos e na Índia, assim como fatores como a inflação global e as incertezas do mercado, contribuíram para esse desempenho aquém do esperado.
Nokia está tentando se reinventar
A Nokia, que recentemente passou por uma reformulação de sua identidade visual, está buscando redefinir seu papel como fornecedora de soluções em inteligência artificial (IA) e computação em nuvem.
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Nesse contexto, é importante observar que os números apresentados não abrangem os celulares da marca lançados nos últimos anos, pois a responsabilidade por eles é da HMD Global, uma empresa que detém a licença da marca e do nome da icônica empresa europeia que liderou o mercado de celulares até o início dos anos 2000.
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