A Agropecuária Tuiuti S/A, responsável pela administração da Shefa, uma das maiores empresas de laticínios do país, teve seu pedido de efeito suspensivo negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Dessa forma, foi mantido o processo de falência da companhia, que teve seus antigos gestores afastados devido a indícios de fraudes no processo de recuperação judicial.
De acordo com o desembargador João Batista de Mello Paula Lima, responsável pela decisão, como a Shefa pode manter sua atividade comercial sob o comando de uma gestora judicial, não há urgência na suspensão da falência. Veja mais detalhes!
A Shefa
Uma das maiores empresas de laticínios do Brasil, a Shefa foi fundada em 1976 e produz em média cerca de 84 milhões de litros de laticínios. Entre seus principais produtos estão leite, creme de leite, achocolatado em pó, bebida láctea e alimentos à base de soja. Segundo o gestor judicial, o faturamento da Shefa é de cerca de R$ 40 milhões mensais.
Com sede em Amparo, interior de São Paulo, a Shefa foi fundada por uma das mais tradicionais famílias do setor agropecuário, a Benedictis, que começou a ter dificuldades financeiras em 2012, quando as linhas de crédito disponibilizadas pelos bancos ao setor de leite foram reduzidas.
Fraude na recuperação judicial da Shefa
Desde 2015, quando a Shefa já enfrentava dificuldades financeiras, foram detectados indícios de fraude, em que investidor da empresa e também credor passou a se beneficiar da recuperação judicial da companhia, aumentando o valor da dívida da Shefa com sua empresa em quase 228%.
Além disso, o imóvel onde a sede da Shefa está instalada, em Amparo, foi dado como garantia à credora e garantidora “Fazenda São Francisco”, com o intuito de que o bem não entrasse no processo de recuperação judicial da empresa, não dando prioridade aos interesses da Shefa, mas sim a interesses pessoais.
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