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Grande empresa de produtos para casa pede recuperação judicial

Nesta segunda-feira (24), a rede informou um prejuízo de US$ 393 milhões, diminuindo suas vendas em 33% no último trimestre de 2022.

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Malhete de madeira sobre superfície, em sinal de decisão judicial tomada

Uma das lojas de itens para casa mais famosas do mundo solicitou processo de recuperação judicial. A gigante rede norte-americana Bed Bath & Beyond fez a solicitação nesta última segunda-feira (24).

O pedido de recuperação judicial se deu após a rede dar conta de que não conseguiria manter suas operações e ter que liquidar seus ativos.

Após diversas estratégias para tentar garantir que seus consumidores voltem às lojas, ao abrir suas lojas a outros produtores norte-americanos, a empresa não teve bons frutos.

Recuperação Judicial da Bed Bath & Beyond

Nesta segunda-feira (24), a rede informou um prejuízo de US$ 393 milhões, diminuindo suas vendas em 33% no último trimestre de 2022. A companhia solicitou pedido de proteção contra credores, chamado de Capítulo 11.

Este pedido é o equivalente, no Brasil, à recuperação judicial. O pedido de recuperação se deu com uma lista de ativos e passivos que varia de US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões.

Além disso, a Bed Bath & Beyond confirmou ter 360 lojas e 120 operações de produtos voltados para bebês, além de sites – que continuarão operando normalmente.

História da crise da rede de produtos para casa

Desde janeiro deste ano, a empresa já vinha deixando dúvidas nos consumidores e investidores sobre a sua capacidade de continuar operando, depois de anunciar mais de R$ 500 milhões com novos financiamentos.

Além disso, antes de entrar com o processo de recuperação judicial, a empresa já tinha cortado empregos e fechado mais de 150 lojas em todo o território estadunidense.

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Além disso, também anunciou vender US$ 300 milhões em ações, deixando claro que, caso essa operação falhasse, a empresa poderia declarar falência se não conseguisse os fundos necessários.

A empresa se viu em crise, mesmo com tamanha popularidade, após não se adaptar às mudanças do mercado e de seus consumidores.

Gigante nos anos 1990, sendo um dos destinos favoritos de quem pretende morar sozinho, viu sua demanda cair cada ano mais. Em suma, sua estratégia fracassou e a companhia não foi capaz de conter os danos e rombos financeiros.

Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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