A Amaro, grande varejista, acaba de entrar para a lista das empresas com pedido de recuperação, dessa vez, extrajudicial. A solicitação foi apresentada à Justiça de São Paulo e o valor total da dívida chega a R$ 244,5 milhões.
Grande loja de roupas pede recuperação extrajudicial: vai falir?
Pedido de recuperação extrajudicial acaba de ser homologado por grande empresa do setor digital. Saiba mais!
De acordo com a empresa, o pedido necessita de aprovação urgente. Isso porque existem ações em andamento na Justiça que podem comprometer o bom funcionamento das lojas e as demais atividades empresariais. Neste momento, a falência chega a ser citada.
A Amaro solicita que todas as ações sejam suspensas por um prazo de 180 dias para que seja possível manter a sua liquidez e realizar uma adequação para que o processo possa ser fortalecido.
As informações foram publicadas pelo InfoMoney.
Amaro
A Amaro é uma varejista de moda fundada em 2012 por Dominique Oliver e a brasileira Lara Vidreiro. A empresa é sediada em São Paulo, Brasil, mas também tem operações nos Estados Unidos.
A companhia se destaca por ser de moda digital, com um modelo de negócio verticalmente integrado, o que significa o controle de todo o processo de produção e venda de seus produtos, desde o design até a distribuição.
Além disso, a Amaro utiliza tecnologia avançada para personalizar a experiência de compra de seus clientes, oferecendo sugestões de roupas e acessórios com base em suas preferências e histórico de compras.
Recuperação judicial X Recuperação extrajudicial
O que mais tem sido visto nos últimos meses são os pedidos de recuperação judicial. Porém, o que acontece com a Amaro neste momento, é a solicitação de uma recuperação extrajudicial. Mas, quais são as diferenças?
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A recuperação extrajudicial é uma negociação entre a empresa em dificuldades financeiras e seus credores, com o objetivo de chegar a um acordo sobre a renegociação das dívidas e o pagamento de parcelas em condições mais favoráveis.
Esse processo é feito sem a intervenção do poder judiciário, mas precisa da homologação da Justiça. E, pode ser mais rápido e menos dispendioso do que a recuperação judicial.
Já a recuperação judicial é um processo judicial em que a empresa em dificuldades financeiras pede a proteção do poder judiciário para tentar renegociar suas dívidas e reestruturar seus negócios. Tal processo inclui a apresentação de um plano de recuperação pela companhia, que deve ser aprovado pelos credores e pelo juiz responsável pelo caso.
Imagem: Zolnierek / shutterstock.com
