O Grubhub, uma das principais empresas concorrentes do Uber Eats no mercado de entrega de alimentos nos EUA, está passando por momentos difíceis.
Na última segunda-feira (12), a empresa confirmou a demissão de 400 funcionários, o que representa cerca de 15% da sua força de trabalho. Essa medida drástica foi justificada como necessária para “manter a competitividade” da empresa.
Decisões difíceis para manter a competitividade
Howard Migdal, CEO do Grubhub, comunicou a notícia aos funcionários, ressaltando que as demissões eram uma decisão difícil, mas necessária para garantir a competitividade da empresa e fornecer o melhor serviço possível aos clientes e parceiros. No entanto, não foram fornecidos detalhes específicos sobre quais cargos seriam afetados pelos cortes.
O mercado de entrega de alimentos nos EUA é altamente competitivo, com gigantes como, Uber Eats e DoorDash, dominando o setor. O Grubhub tem lutado para ganhar espaço e expandir sua participação nesse cenário desafiador.
Desafios enfrentados pelo Grubhub
Apesar de ter sido adquirido em 2021 pela multinacional holandesa Just Eat Takeaway por mais de US$ 7 bilhões, o Grubhub não conseguiu se sobressair no mercado de entrega de alimentos. De acordo com um levantamento realizado pelo Bloomberg, a empresa ficou muito atrás do Uber Eats e DoorDash em termos de participação de mercado.
Menos de um ano após a aquisição, a Just Eat Takeaway já demonstrava disposição para vender total ou parcialmente o Grubhub. A conexão entre as demissões e uma possível venda ainda não foi oficialmente confirmada pela empresa, mas levanta questões sobre os desafios enfrentados pela plataforma.
Garantindo suporte aos funcionários afetados
Para mitigar os impactos das demissões, o Grubhub anunciou que oferecerá aos colaboradores demitidos um período de pagamento de 16 semanas, o equivalente a 4 meses. Assim, essa medida visa fornecer algum suporte durante a transição para novas oportunidades de emprego.
Imagem: Andrey_Popov/ Shutterstock.com
