De acordo com dados do Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian, em janeiro deste ano, foram feitos 92 pedidos de recuperação judicial no Brasil, o que representa um crescimento de 37,3% em comparação com o mesmo período de 2022. No entanto, os pedidos das empresas em dificuldade não pararam por aí.
Grande varejista de roupas pede recuperação judicial
A varejista de moda, que possui dívidas de mais de R$ 200 milhões, pediu à Justiça que seu pedido de recuperação judicial seja aprovado. Veja
Dessa vez, a varejista de moda Amaro pediu à Justiça de São Paulo que seu pedido de recuperação extrajudicial seja homologado. A solicitação acontece, pois a empresa possui dívidas no valor de R$ 244,5 milhões, sendo que R$ 151,8 milhões correspondem a dívidas bancárias e R$ 92,8 milhões a débitos com fornecedores.
Recuperação judicial
No processo de recuperação judicial, a empresa faz acordo com seus credores e estabelece um plano de reestruturação. No caso da Amaro, o plano prevê pagamentos apenas de credores quirografários, que são aqueles que não possuem um direito real de garantia, sendo que 41,63% deles aderiram ao plano.
Para acelerar a homologação do pedido, a empresa citou ações que sofre na Justiça, colocando em risco suas atividades empresariais, devido a possíveis atos de penhora de patrimônio, falência e/ou despejo de suas lojas. Assim, a Amaro ainda solicita que, com a homologação da recuperação judicial, essas ações sejam suspensas durante 180 dias.
Amaro
A Amaro é uma grande varejista de roupas criada em 2012 que, além de possuir lojas físicas no Brasil, também conta com um modelo de vendas baseado no comércio eletrônico, sendo que suas unidades físicas possuem computadores que mostram o estoque, além disso, a maioria do atendimento do caixa também é automatizado, podendo ser feito online.
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+311 mil seguidores
A empresa, assim como muitas outras, foi afetada pela alta taxa de juros e, consequentemente, com a piora do consumo. No entanto, a Amaro já foi considerada uma rede de moda valiosa listada na Bolsa. Contudo, por ter um valor considerado alto, não encontrou compradores.
*Com informações do Estadão.
Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
