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Grande varejista vai voltar ao mercado após pedidos de falência: lembra dela?

A empresa chegou a se destacar como uma grande varejista do ramo de eletrodomésticos e, no auge, teve mais de 1,2 mil lojas. Entenda o caso.

Wendell SoaresPor Wendell Soares3 min de leitura
Imagem desfocada do interior de uma loja de eletrodomésticos

Enquanto aguarda a finalização do pedido de recuperação judicial, a rede Ricardo Eletro prepara seu retorno ao mercado varejista de eletrodomésticos. De acordo com o CEO da Máquina de Vendas e administradora da Ricardo Eletro, Pedro Bianchi, o objetivo é atuar de forma similar ao que ocorria antes da pandemia. Ou seja, tanto no comércio online como no físico.

Segundo Bianchi, a previsão é que até o final de 2024, a Ricardo Eletro tenha pelo menos 50 estabelecimentos funcionando em todo o Brasil. Mesmo em um cenário difícil, onde a Selic está em 13,75% e o Produto Interno Bruto (PIB) com expectativa de pouco crescimento, ele acredita que “é um processo de volta total”.

Varejista chegou a ter 1,2 mil lojas

Anteriormente, a rede Ricardo Eletro tinha 28 mil funcionários em mais de 1,2 mil lojas espalhadas por todos os estados brasileiros. Contudo, no auge da pandemia, os negócios começaram a ter prejuízos que desencadearam no pedido de recuperação judicial, feito em 2019.

Além disso, o ex-presidente e fundador da varejista foi acusado de sonegar impostos e chegou a ser preso. No momento, a Ricardo Eletro possui dois processos que aguardam julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter dois pedidos de falência feitos no ano passado.

Bianchi contou, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, que o cronograma da Ricardo Eletro prevê a abertura de 3 lojas por mês. Dessa forma, a grande varejista terminará 2023 com 25 lojas e dobrará o número no ano seguinte. As duas primeiras lojas físicas estão em Minas Gerais, uma em Belo Horizonte e outra na cidade de Pedro Leopoldo.

O que já se sabe sobre o retorno da rede Ricardo Eletro?

A estratégia da varejista para voltar às atividades está com foco em duas situações. Primeiro, a intenção é manter o nome Ricardo Eletro para oferecer maior confiabilidade aos clientes no ambiente do e-commerce. Por sua vez, os estabelecimentos físicos terão uma nova marca, chamada de “Nossa Eletro”.

Bianchi afirmou que o boom digital da pandemia reformulou a forma como o consumidor adquire seus produtos. Por isso, o faturamento de 2018, quando a Ricardo Eletro tinha 80% do lucro oriundo das vendas físicas, deve sofrer uma alteração significativa nesta retomada.

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“Nós estamos bastante atentos ao Phygital (união de varejo físico e digital). Cada vez mais, vai ser uma regra de que o consumidor compra no site, retira pela loja, às vezes, no caminho do trabalho, no deslocamento diário, e vice-versa”, aponta Bianchi.

Por fim, ele também lembrou que a repercussão do rombo bilionário nas Americanas é ruim para o setor. Porém, os planos da Ricardo Eletro estão com foco em estabilizar o processo da recuperação judicial e, posteriormente, agilizar o pagamento dos credores trabalhistas.

Imagem: Thampapon / shutterstock.com

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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